As histórias de uma moça alentejana nos Açores - 5º dia









5 ° dia - terça-feira, 8 de Setembro

Começamos o dia com práticas de meditação ativa de Osho, já tinha feito esta meditação há muitos anos atrás mas foi bom relembrar, a Liliana guiou-nos delicadamente nesta viagem. Contámos a história do corpo e do coração. Relaxámos no final. A cada dia que passava as refeições iam subindo degraus de tão boas que ficavam.
A tarde era livre e eu aproveitava para escrever. Quando terminei convidaram-me para ir só ali. Peguei no meu saco, calcei os ténis e começamos a caminhar da Fajã da Caldeira até à Fajã dos Cubres. As subidas faziam-me querer voltar para trás, mas assilhei caminho. Uma hora e pouco de subidas e descidas, o meu pé voltava a queixar-se. Eu não desistia. Chegámos à Fajã dos Cubres e pegámos num carro que nos foi emprestado pela @caldeirasurfcamp espero que esteja tudo bem com o carro pois aconteceram fenómenos estranhos como conduzir sem chave na ignição! Eu ia a conduzir, tenho braços fortes para aquela direção assistida! A estrada era estreita e o caminho era verde. Riamos que nem umas perdidas. O GPS era de papel e dedos a fazerem o percurso. A piloto já estava habituada a caminhos de cabras porque também vive no monte. Chegámos em cima da hora ao local pretendido, uns yurts com vista para o mar, cumprimentámos os anfitriões e regressámos para a prática seguinte. Ainda nos faltava uma hora de caminhada a penantes. Na viagem cantámos ao amor que labuta e fizemos curvas apertadas. Riamos que nem umas perdidas. Regressamos à sala de prática para esticar o corpo com uma prática de yin yoga que eu nunca tinha feito, gostei tanto que quase adormecia no tapete de tão relaxada que estava. Seguia-se um banho e a vestimenta para a festa, cores, adereços e muito brilho, celebrar a vida. Nessa noite era servido peixe da ilha assado no forno. O vinho acompanhava o jantar e alegrava a mesa. Dançámos e rimos. A pouca eletricidade do local não nos deixou dançar até muito tarde. Fazia sentido. Recolhiamos para acordar para o último dia na ilha.

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