Alimentar a alma

O propósito não é impressionar mas sim inspirar. 

No início de Junho comecei a fazer dieta. Já tinha feito jejuns, detoxs e tentado emagrecer várias vezes sem sucesso. Os cravings por gelados e batatas fritas voltavam sempre. 

Lembro-me que no passado o meu peso variava entre os 58 e os 60 kg. Tenho peito pesado e grande. Sou baixa. Também eu tenho um caminho de aceitação do meu corpo, como muitas de nós: mamas grandes que deram de mamar a duas crianças durante quase dois anos cada uma, barriga flácida, pernas grossas e rabo para dentro. 

A toma de medicação fez com que o meu metabolismo ficasse mais lento e com que eu tivesse mais fome por isso cheguei a pesar 65 kg. Não é muito peso, mas eu não me sentia bem e sabia que, não tendo cuidado, eu ia continuar a ganhar peso. Fiz ginásio durante o ano passado, nessa altura tomava medicação e sentia que, por mais que eu quisesse, o meu corpo continuava lento, e eu continuava a comer demasiado. No final do ano passado o médico reduziu-me a medicação e eu comecei a sentir-me diferente, com o sono mais tranquilo, sem o síndrome da perna inquieta eu começava aos poucos a voltar a ser a Belinda! No entanto, deixei de fazer ginásio por razões logísticas e monetárias. Tenho saudades da motivação da minha pt. Ela é incrível! 

Decidi então, em Junho, começar a fazer dieta. Li bastante, procurei pessoas entendidas no assunto, informei-me e consultei um naturopata. Não consultei nenhum nutricionista porque não conheci nenhum com quem me identificasse verdadeiramente. Comecei por fazer dieta cetogenica, a famosa dieta keto, super restritiva mas que até me ajudou bastante a mudar a minha alimentação. Apesar dos cravings, eu achava que comia comida saudável. Com a dieta keto comecei a perceber que eu comia demasiados hidratos de carbono. Com esta dieta comecei a comer mais gorduras saudáveis. No entanto ouve um dia em que resolvi fazer uma receita que vi num livro da dieta keto, era púre de Couve flor com natas frescas. Eu nunca uso natas. Mas naquele dia quis experimentar. Então o meu estômago mostrou-se imediatamente descontente com aquela novidade. E eu deixei de querer fazer daquela dieta por não sentir que a pudesse fazer por mais tempo. Entretanto, chegou às minhas mãos outro livro e nesse livro falava sobre a importância de desintoxicar o corpo. Desintoxicar profundamente e não como eu costumava fazer (sumos verdes, detox, jejuns). Queria limpar o corpo dos químicos e das histórias que o meu corpo carregava. Então, depois de ler mais e procurar mais informação decidi fazer a hidroterapia do cólon e, posso dizer-vos que foi das melhores terapias que fiz na vida. O médico onde fiz esta terapia é um amor de pessoa, daquelas pessoas que tu levas para a vida, com ensinamentos puros e genuínos e com uma grande gentileza. Gratidão à Lila Nuit e à Francisca Guimarães por me mostrarem o caminho. (mais informação sobre esta terapia fala comigo) 

Comecei a comer melhor, a ter a barriga menos inchada, a sentir-me mais leve, mais enérgica e mais focada.

Entretanto mostraram-me outro livro, desta vez sobre o poder do jejum intermitente e resolvi fazer jejum de forma consistente. Já o fazia há algum tempo mas era difícil fazer jejum quando estava com os meus filhos, eles reparavam que eu não comia e muitas vezes questionavam e eu não me sentia a dar um bom exemplo. Agora consigo fazer jejum intermitente e eles nem reparam. Almoçamos e jantamos juntos. 
  
Para mim foi super fácil fazer o jejum intermitente pois eu já estava a conseguir fazer uma alimentação equilibrada, então não senti tonturas, fome ou algo do género.

Faço jejum de 16/17 h e nas restantes horas alimento-me bem. Não tenho cravings e deixei de ter a barriga inchada por passar a vida a comer. Também deixei de ter tantas dores menstruais, o que para mim é uma grande vitória. 

As caminhadas e o yoga que vou fazendo não me permitem suar e libertar toxinas e alguma gordura acumulada, por isso comecei a saltar à corda, é um exercício super completo, super barato e se feito com uns bons ténis, num bom piso e com um bom soutien (no meu caso) pode ser transformador, é como voltar a ser criança! 
Agradeço também à Cláudiaiv pela inspiração no desafio #saltaqueseca e à minha PT patrícia Falcão pelas dicas. 

Comigo resultou. Não quer dizer que resulte contigo. É importante prestar atenção ao nosso próprio corpo, às suas reações a determinados alimentos, às emoções quando comemos, aos exercícios que fazemos, encontrar o que nos faz sentir bem, procurar inspiração para encontrarmos o que nos faz vibrar. É uma constante busca e digo-vos que a melhor dieta que eu posso fazer é comer comida de verdade e acima de tudo é alimentar-me de boas relações, de boas leituras, de boas práticas, de caminhar na natureza, mergulhar no mar e fazer tantas outras coisas que me alimentam verdadeiramente. 

Passado tanto tempo a tomar medicação, necessária, claro, eu tinha muita fome de viver, de ler livros, de escrever, de cozinhar, de dançar, dançar com a vida...

E tu, do que tens fome? Com o que é que alimentas a tua alma? 🧡

1 comentário:

  1. Tenho sede de liberdade, de sair e explorar a natureza de me conectar com ela, de me libertar deste quotidiano monótono que agora vivo! Também eu procuro um caminho na alimentação. O ano passado fui a duas nutricionistas e falhei em ambas as dietas! Já não sei se quero ser paleo, vegetariana, etc... porque que começo com fervor e desisto passado um tempo.
    Beijo Belinda, linda 😘

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