Faz as pazes com todas as mulheres que odiaste. Elas são parte de ti.

Acolhe cada irmã de caminho.
As que te invejaram, as que invejaste.
Devolve-lhes amor. Elas revelam as sombras das tuas facetas.
Se é a tua mãe, a tua avó, a tua filha, a tua amiga, a tua professora, ou simplesmente a senhora da caixa do supermercado. Ela tb és tu. Devolve-lhe amor e reconhecimento pelas suas dores, pelas suas aprendizagens.
Estamos todas a embarcar nesta viagem de empoderamento mas é preciso não julgar, não deixar para trás, não ferir as mulheres que ainda estão em processos difíceis e acolhe-las com o coração a transbordar, também aí te estás a acolher a ti e a todas as facetas que ainda não ousas olhar.
Esta é uma irmã de caminho, alguém que trago desde cedo dos caminhos da escola preparatória e alguém que está presente na minha vida de forma tão intensa, alguém que me mostra a minha luz e me estimula a ser quem sou. Esta é a Joana, só mais uma das Joanas da minha vida.





28 Agosto 2015

Numa noite quente de verão, nascia o Sebastião. A feira de agosto já tinha começado e durante o dia eu comprara flores para o altar, naquela noite a aldeia ia ficar deserta e eu podia abrir as janelas, da casa e do corpo, estava toda a gente na feira, ninguém ia ouvir-me! E assim passaram 5 anos deste pequeno grande guru na minha vida. Tantas bênçãos! Vieste salvar-me! De uma relação, de uma doença e da fome que eu tinha de mim e da vida.
Vieste mostrar-me que eu podia amar e cuidar mais. Vieste ensinar-me sobre escutar o coração que te dói quando às vezes eu ainda ralho contigo. Vieste para me mostrar que as minhas relações masculinas eram de falta em vez de inteireza. Vieste abrir caminho para suavizar o meu lado masculino, aceitar as feridas do pai, do parceiro, do amigo, do irmão e de todas as relações com o masculino. Que eu possa também abrir o teu caminho. Que eu possa ensinar-te que está tudo certo em brincares com bonecas, em queres pintar os lábios, em quereres ir com o avô ver as ovelhas, em queres ir ao café, em quereres chamar outra mulher de mãe. Que eu saiba continuar a ensinar-te a pôr a mesa, a fazeres a tua cama, a fazer a tua comida, tal como faço com a tua irmã, para que nunca dependas e careças de mulheres ou de outras pessoas para isso. Que saibas receber colo como opção e não como necessidade. Que eu possa ver-te crescer e seres quem mais desejas.
Um dia a minha doula disse-me que um pós-parto pode durar alguns anos. Hoje, de lábios vermelhos celebro o fim deste pós-parto que, não durou tempo demais, durou o tempo certo para nos alinharmos. Amor infinito por este ser!
28 de Agosto 2020


Bom dia! Sim és, sim sou!

Repete mentalmente este mantra sempre que te esqueceres que o teu corpo é perfeito tal como é, independentemente dos teus partos, do teu cabelo, das tuas unhas, das tuas roupas e de todas as histórias que ainda carregas e te contam, tu és uma deusa e mereces ser respeitada como tal.
Vão fazer 5 anos esta semana que fui mãe pela segunda vez. Uma verdadeira viagem esta segunda gravidez! Felizmente consegui ter mais um parto como desejava e correu tudo bem, só passados alguns meses comecei num caminho sombra que se revelou no pós-parto e, cuja história já aqui partilhei.
Se, na primeira gravidez eu saía super empoderada, a sentir-me a última bolacha do pacote por ter tido um parto em casa, super fácil e a amamentar à primeira, sem a ajuda de ninguém, passados quatros anos e meio, eu ia experienciar algo completamente diferente.
Começou na gravidez quando me disseram que o bebé estava pélvico e que, sendo assim, eu não podia dar à luz em casa. Caiu-me tudo, literalmente, lágrimas, desejos, sonhos.
Depois de teres um parto em casa, tu não queres fazer uma cesariana... E lá fui eu para casa fazer malabarismos (spinning babies) e escrever cartas ao bebé pedindo para que virasse! Resultou, o parto foi lindo e o meu bebé nascia saudável!
Esta postura da deusa é uma postura de força feminina, poder intuitivo e criador, de saber dizer não com suavidade, de saber colocar limites. Eu decido e quando eu não consigo decidir, eu paro, descanso, silêncio e escuto.
Por estes dias esta é uma postura que acompanha a minha prática, onde procuro conetar-me com a minha deusa interior, a partir do meu centro e a ter força para levar os dias adiante.
Se estás grávida e queres ter uma doula para te apoiar nas tuas escolhas e vontades ou se queres fazer uma prática de yoga suave, com movimentos orgânicos, respirações e meditação, contacta-me por mensagem privada.

Epá nem sei como agradecer o vosso feedback à publicação de ontem! Acordei cedo com uma valente ressaca depois de um jantar feliz regado com vinho branco na companhia da minha querida prima Marilia e o do seu namorado e abri a janela para ver o dia como faço sempre, tirei umas fotos e como estavam lindas quis partilhar, ia para escrever duas ou três coisas sobre acordar aqui e fui escrevendo e depois recebo este carinho todo e penso que por vezes escrever é mais do que falar de mim é falar daquilo que nos une, de sentimentos básicos como o amor. Epá e começo a pensar que expor-me assim, nesta verdade também pode ser revelador de falta de atenção, de aprovacão pelos outros, é bom ler tudo o que me escreveram e alimenta-me, claro. Mas sabem, eu faço isto mesmo de coração e quando é feito de coração não pode estar errado. Beijinhos e bom domingo, não vos empato mais.


Bom dia! Adoro viver aqui, das primeiras coisas que faço uma delas é abrir as minhas janelas, sentir o cheiro fresco das manhãs, ver os primeiros raios de sol, olhar os sobreiros em frente, o vazio da rua. Duas senhoras vestidas de negro pelo luto dos seus maridos passeavam-se sempre por aqui à mesma hora, iam cuidar da horta da familia. Tenho saudades de as ver passar, apesar de que se metiam sempre na minha vida, mas faz parte da vida numa aldeia, agora só passam carros e poucos, de vez enquando aparecem uns veraneantes e pessoas que têm cá casa de fim de semana. Fui estudar engenharia do ambiente para Beja e estava sempre desejosa de voltar à aldeia, depois fui morar e trabalhar perto de Lisboa, ainda vivi uns meses no Porto, em Santo André e depois em Grândola, onde nasceu a minha filha, mas voltar aqui era sempre uma certeza, em 2012 reabri a taberna e mercearia da minha família e recuperei a casa dos meus avós, é uma casa pequena, acolhedora, virada a sul. Gosto de casas antigas e este era o meu sonho, viver e criar os meus filhos aqui. Quando me separei, adoeci e tive momentos em que desejei fugir daqui, das pessoas, da família sempre demasiado perto e a super-proteger deixavam-me limitada. Eu queria ser livre! A vila mais próxima era um lugar "pequeno" com pessoas felizes com a minha tristeza e eu sentia-me uma estranha, com poucos amigos e pessoas com quem me identificasse. Nessa altura pensei muitas vezes em deixar de viver aqui, mas não tinha como, não podia deixar os meus filhos. Comecei a fazer retiros em Marvão e aquele lugar e aquelas pessoas eram a minha familia perfeita, uma tribo onde eu podia ser verdadeiramente a Belinda. De todas as vezes que regressava trazia mais de mim, passava por processos de aprendizagem intensos e vinha sempre com o coração expandido. Nunca desisti de conhecer-me melhor, de mergulhar dentro das minhas feridas. Não queria sentir-me doente para sempre, não queria tomar medicação para sempre. Eu sabia que eu podia olhar e cuidar de mim, mas fui adiando e assumi um compromisso com os químicos, eles garantiam que eu não ia perder os meus filhos, mas eu ia perdendo-me de mim, nesse medo de ficar vulnerável à doença. Este ano tudo mudou, o mundo mudou. E eu voltei a encontrar paz nesta aldeia onde escolhi viver um sonho, voltei a apaixonar-me pela minha casa, pelas minhas origens. Agora é aqui que quero estar. A vila já não é um lugar estranho e as pessoas que pensava gostarem de me ver triste já não existem, saíram do imaginário onde tinham sido criadas, fui cultivando novas e velhas amizades e aos poucos fui voltando. Não conheço o futuro, não assumo nada como certo. Apenas tenho a certeza que quero cuidar de mim, dos meus filhos e desta terra que me acolhe tão bem. Tenho a certeza que o meu propósito aqui é maior e alinhar-me com esta terra é uma bênção. Neste lugar eu quero abrir a porta e janelas da minha casa e sentir-me segura. Encontrar espaço para ser, para receber quem eu desejo, para ver crescer os meus filhos e ver envelhecer os meus pais. Que todos possamos ser felizes nos lugares onde escolhemos viver.

Estamos de férias e para não ser só praia, bicicletas, filmes e jogos ontem ao pôr do sol fomos com os avós ao monte apanhar pinhas do chão para guardar para o Inverno. Os meninos adoraram porque facilmente arranjam uma brincadeira: apanharam pinhas, paus, subiram às árvores, comeram figos e claro trouxeram mais um arranhão para a coleção.
🧺🌳🦗🧡

Por aqui precisam-se de ideias para acabar as férias do verão! 
Com um mês de dieta, sem exercício físico, numa profunda relação de amor com o meu corpo.

 


As nuvens voltaram. Os dias já são mais pequenos e a luz do sol a dourar a paisagem ao fim do dia é diferente. Como eu gosto dessas cores 🧡

Agosto anuncia o fim do Verão e eu também gosto quando ele chega ao fim. Entretanto começa a saber bem comida mais quente.

Cheguei a casa e fiz rápido um salteado de cogumelos com beringelas e uma quinoa com alperces desidratados, lascas de coco e sementes.

 

Faz a tua própria alquimia, borda os teus lençóis, colhe o teu alimento, tece a tua vida, cozinha o teu ser. Celebra o teu corpo. Canta dança. Reza e trabalha. Descobre os feitiços que trazes dentro para alinhar o teu sentir. Escuta as asas do pássaro. Cheira a alfazema do teu jardim. Bebe um copo de vinho. Abraça os teus filhos. Conta a tua história e apazigua as tuas mágoas. Chora. Mergulha no mar e deixa que ele lave as tuas velhas crenças. Abraça-te e beija a tua pele salgada. Vais saber, vais saber-te melhor 🤍

O propósito não é impressionar mas sim inspirar. 

No início de Junho comecei a fazer dieta. Já tinha feito jejuns, detoxs e tentado emagrecer várias vezes sem sucesso. Os cravings por gelados e batatas fritas voltavam sempre. 

Lembro-me que no passado o meu peso variava entre os 58 e os 60 kg. Tenho peito pesado e grande. Sou baixa. Também eu tenho um caminho de aceitação do meu corpo, como muitas de nós: mamas grandes que deram de mamar a duas crianças durante quase dois anos cada uma, barriga flácida, pernas grossas e rabo para dentro. 

A toma de medicação fez com que o meu metabolismo ficasse mais lento e com que eu tivesse mais fome por isso cheguei a pesar 65 kg. Não é muito peso, mas eu não me sentia bem e sabia que, não tendo cuidado, eu ia continuar a ganhar peso. Fiz ginásio durante o ano passado, nessa altura tomava medicação e sentia que, por mais que eu quisesse, o meu corpo continuava lento, e eu continuava a comer demasiado. No final do ano passado o médico reduziu-me a medicação e eu comecei a sentir-me diferente, com o sono mais tranquilo, sem o síndrome da perna inquieta eu começava aos poucos a voltar a ser a Belinda! No entanto, deixei de fazer ginásio por razões logísticas e monetárias. Tenho saudades da motivação da minha pt. Ela é incrível! 

Decidi então, em Junho, começar a fazer dieta. Li bastante, procurei pessoas entendidas no assunto, informei-me e consultei um naturopata. Não consultei nenhum nutricionista porque não conheci nenhum com quem me identificasse verdadeiramente. Comecei por fazer dieta cetogenica, a famosa dieta keto, super restritiva mas que até me ajudou bastante a mudar a minha alimentação. Apesar dos cravings, eu achava que comia comida saudável. Com a dieta keto comecei a perceber que eu comia demasiados hidratos de carbono. Com esta dieta comecei a comer mais gorduras saudáveis. No entanto ouve um dia em que resolvi fazer uma receita que vi num livro da dieta keto, era púre de Couve flor com natas frescas. Eu nunca uso natas. Mas naquele dia quis experimentar. Então o meu estômago mostrou-se imediatamente descontente com aquela novidade. E eu deixei de querer fazer daquela dieta por não sentir que a pudesse fazer por mais tempo. Entretanto, chegou às minhas mãos outro livro e nesse livro falava sobre a importância de desintoxicar o corpo. Desintoxicar profundamente e não como eu costumava fazer (sumos verdes, detox, jejuns). Queria limpar o corpo dos químicos e das histórias que o meu corpo carregava. Então, depois de ler mais e procurar mais informação decidi fazer a hidroterapia do cólon e, posso dizer-vos que foi das melhores terapias que fiz na vida. O médico onde fiz esta terapia é um amor de pessoa, daquelas pessoas que tu levas para a vida, com ensinamentos puros e genuínos e com uma grande gentileza. Gratidão à Lila Nuit e à Francisca Guimarães por me mostrarem o caminho. (mais informação sobre esta terapia fala comigo) 

Comecei a comer melhor, a ter a barriga menos inchada, a sentir-me mais leve, mais enérgica e mais focada.

Entretanto mostraram-me outro livro, desta vez sobre o poder do jejum intermitente e resolvi fazer jejum de forma consistente. Já o fazia há algum tempo mas era difícil fazer jejum quando estava com os meus filhos, eles reparavam que eu não comia e muitas vezes questionavam e eu não me sentia a dar um bom exemplo. Agora consigo fazer jejum intermitente e eles nem reparam. Almoçamos e jantamos juntos. 
  
Para mim foi super fácil fazer o jejum intermitente pois eu já estava a conseguir fazer uma alimentação equilibrada, então não senti tonturas, fome ou algo do género.

Faço jejum de 16/17 h e nas restantes horas alimento-me bem. Não tenho cravings e deixei de ter a barriga inchada por passar a vida a comer. Também deixei de ter tantas dores menstruais, o que para mim é uma grande vitória. 

As caminhadas e o yoga que vou fazendo não me permitem suar e libertar toxinas e alguma gordura acumulada, por isso comecei a saltar à corda, é um exercício super completo, super barato e se feito com uns bons ténis, num bom piso e com um bom soutien (no meu caso) pode ser transformador, é como voltar a ser criança! 
Agradeço também à Cláudiaiv pela inspiração no desafio #saltaqueseca e à minha PT patrícia Falcão pelas dicas. 

Comigo resultou. Não quer dizer que resulte contigo. É importante prestar atenção ao nosso próprio corpo, às suas reações a determinados alimentos, às emoções quando comemos, aos exercícios que fazemos, encontrar o que nos faz sentir bem, procurar inspiração para encontrarmos o que nos faz vibrar. É uma constante busca e digo-vos que a melhor dieta que eu posso fazer é comer comida de verdade e acima de tudo é alimentar-me de boas relações, de boas leituras, de boas práticas, de caminhar na natureza, mergulhar no mar e fazer tantas outras coisas que me alimentam verdadeiramente. 

Passado tanto tempo a tomar medicação, necessária, claro, eu tinha muita fome de viver, de ler livros, de escrever, de cozinhar, de dançar, dançar com a vida...

E tu, do que tens fome? Com o que é que alimentas a tua alma? 🧡


Celebramos a abundância de vida na terra, a energia do sol, os cestos repletos de frutas maduras.
Agradecemos e invocamos uma partilha mais equilibrada entre todos.