Nesta Lua Crescente do Orvalho vamos fazer uma prática meditativa e um encontro com o Corpo-Natureza.
O que vêm os meus olhos, onde caminham os meus pés, o que alcança o meu ouvir/sentir?
Tragam:
* tapete de yoga ou algo semelhante para a prática.
* agasalho, roupa e calçado confortáveis para caminhada.
* algo leve para comer e partilhar no fim.
* objeto de poder pessoal.
* oferendas para a terra-mãe (sementes, água, frutos,...)
Contribuição livre e de coração 
24 de Fevereiro 2018, 17h Grândola
Mais informações:
belindasobral@gmail.com
966439481
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Amo o Carnaval mas não gosto de "desfiles" A minha filha pediu (muito!) para ir com ela ao desfile de Carnaval e eu, sem ser necessário muito esforço, fui... ainda passei pela loja dos chineses para comprar um vestido e uns sapatos como os dela, mas não me imaginei a desfilar de saltos altos, é coisa que faço mesmo mal. Desisti, segui caminho até casa para nos vestirmos e na viagem lembrei-me que tinha um chapéu de sevilhana guardado no sótão! Lá fomos nós ao desfile, eu ia mesmo para me divertir com ela, dançar e rir. Aproveitei para abanar a preguiça do inverno que tenho no corpo, as dores e as mágoas... para mim ainda é difícil sair para multidões, encontros inesperados de uma vila que às vezes é demasiado pequena e onde nos conhecemos tão bem uns aos outros. Dancei, ri e emocionei-me como faz uma pessoa que tem o coração puro e vê beleza em quase tudo. Assim sou eu, mesmo que às vezes me perca. À noite, ela voltou a insistir para irmos ao baile de Carnaval, e eu com os olhos pequenos de tanto sono, cedi. Aproveitei para dançar mas a música não combinava com o ritmo do meu corpo. Vi-a dançar e nela revi-me nos meus tempos de criança em que dançava sem parar nos bailes da aldeia... o Carnaval é tempo para sairmos da rotina, vestir personagens dos nossos sonhos, e eu que danço tantas vezes sem sequer precisar de sonhar... grata à vida que é tão generosa ao dar-me sinais, a ensinar-me a viver.

Da aldeia, com amor
Belinda