Em Dezembro podemos desejar muitas coisas. Podemos receber presentes e pedir que o novo ano seja muito melhor, mas na verdade sempre que penso no Natal penso numa mesa cheia de pessoas a rir e a comer que nem abades, felizes da vida e pela vida. Neste Natal gostava de ver todos os meus amigos, de os abraçar. Era isso que eu gostava. E gostava que o novo ano fosse tão bom como este, gostava de fazer mais amigos, de tocar outros corações, de dar mais as mãos e de celebrar a vida. Gostava que me olhassem nos olhos e que me abraçassem com o coração...

Por aqui a magia já começou. Preparámos o presépio, as velas e o calendário do Advento. A Melinda pediu uma casinha de bonecas para o dia de Natal. Entretanto, fomos à floresta (como ela diz) buscar elementos naturais para o nosso presépio. Este ano celebramos o Natal desta forma e todos os dias acendemos uma vela e contamos uma história de Natal, ou cantamos uma música. Tento falar mais do menino Jesus do que do Pai Natal, pois não sei muito bem como dar a volta a esta questão, não quero esconder a verdade e acho que a magia do Natal pode acontecer de outras formas, sem falar muito nos presentes e em como eles chegam até nós. Mas é algo que ainda vou pensar melhor. Para já é isto que nos aquece o coração. Fazer o presépio, acender as velas, estar em família e comer panquecas. Os dias de Dezembro pedem calor, pedem abraços e pedem um retorno à simplicidade, à vida, à família.







Nesta postura trabalhamos a concentração e o foco. É uma das minhas preferidas. 

A prática de yoga na gravidez permite à mulher reencontrar-se com o seu poder e reconectar-se com o seu interior.

A gravidez é um ritual que revela a sabedoria na mulher, é importante para isso, estarmos em sintonia com o nosso corpo, saber escutá-lo. O yoga faz renascer essa sabedoria na mulher e proporciona um estado de relaxamento profundo e uma maior consciência do seu corpo e do seu bebé.

Através de exercícios de baixo impacto, estas aulas permitem um aumento da força muscular e da flexibilidade permitindo um profundo bem-estar à grávida e ao bebé, quer durante a gravidez quer durante o trabalho de parto.

O yoga para grávidas só deve ser praticado a partir das 16 semanas de gravidez.

Primeira aula experimental grátis
Todas os sábados às 11h30, na Escola Somos Yoga em Grândola. 
Valor mensal: 25€ (1x semana)
Duração: 60 minutos


Gosto de usar o meu bebé no sling...
Assim podemos sentir o cheiro um do outro, o calor... estimulando a regulação das hormonas que ajudam na amamentação e no descanso de ambos. É importante para o bebé ter contato corporal com a sua mãe ou figura cuidadora... Quanto mais interação com o bebé durante o dia mais tranquilas as noites... Aqui, coloquei um gorrinho de algodão na cabeça do Sebastião por causa do sol, mas sempre que posso tiro para sentir ainda mais o seu cheiro e estimular ainda mais o vínculo mãe-bebé,
Não deveríamos usar excessivamente as cadeiras e espreguiçadeiras pois limitam os movimentos do bebé e a exploração ativa da visão (2h no máximo no ovinho). Aqui, o Sebastião está a dormir e ainda só tem 2 meses, mas com o passar do tempo, vou virando-o para frente para interagir com o mundo à sua volta... Ah e também ajuda ter as mãos livres para fazer alguma coisa em casa...
Há por aí mais algumas dicas para o uso do sling?

A vida corre lá fora. O pai vai trabalhar, vai às compras e orienta a casa, ela vai para a nova escola. Nós ficamos aqui, os dois ao colo um do outro. A avó vem e traz-nos uns miminhos, vai para a piscina ou então vai apanhar azeitonas com o avô, anda cansada pois não aguenta a energia do avô Zé, que nunca pára, mesmo reformado a vida corre-lhe nas botas e o vento mal lhe empurra a boina. A vida corre lá fora.

Nós ficamos aqui. Amamento, dou colo, como qualquer coisa, adormeço, adormecemos e recuperamos energias para mais uma rotina de fraldas, mama, colo e sestas, entretanto tenho sede de ver a vida lá fora, vou à internet e vejo como o mundo anda agitado, vejo que a Inês está apaixonada pelo João e fico de lágrimas nos olhos, vejo as pessoas em festas ou em viagem e fico feliz, a ocitocina ainda pulsa aqui dentro. Mas agora é tempo de ficar por aqui, a cuidar deles e de mim. Esqueço quem fui. Tornei-me mãe outra vez, e vou ter de me tornar mulher de novo. Recomeço mãe de uma menina e de um bebé. Como é que isto se faz? Como posso dar colo só a um? O pai ajuda, ajuda bastante e eu estou-lhe imensamente grata por isso. Ela espera que mude a fralda, que dê mais um colo e amamente. Ela espera e entende que também fiz o mesmo por ela e com ela. Explico-lhe e mostro-lhe fotografias de quando era muito pequenina. Agora já crescida espera que cuide do irmão para depois poder cuidar dela. 

Decidi que ia fazer um resguardo de 40 dias. Ficar por casa, ver poucas pessoas, ver boas pessoas. Não queria ir para a rua, o mundo apressado não entende o pós-parto de uma mãe. O mundo apressado quer dar sempre opinião a uma mãe com o seu recém-nascido. Por isso ficamos aqui o primeiro mês e mais alguns dias. O mundo corre lá fora. Não queremos ouvir muitas histórias. Queremos seguir o instinto de mãe-bebé e ficamos aqui. Olhamo-nos profundamente e sabemos que nos escolhemos. Trazemos um pouco mais de consciência a este lugar que pertencia aos nossos antepassados, damos colo, muito colo, porque eu acho que por aqui houve falta dele. No pós-parto vivemos num estado alterado de consciência, a ocitocina ainda vibra em todo o corpo e por isso o mundo à nossa volta é perfeito, entendemos mais uma vez que estamos no lugar certo e a fazer as coisas certas. Olho para a minha casa, para a minha vida e percebo o quanto de felicidade existe nisto tudo. Bolas, somos mesmo abençoados e eu às vezes esqueço-me disso, mas é o medo, o medo a espreitar como em todas as casas e em todas as vidas. Se não fosse o medo.

Vivi momentos maravilhosos e momentos de alguma inquietude, desamparo. Moro num lugar onde a amamentação prolongada é pouco frequente, onde os partos ainda são histórias mal contadas, onde a mãe muitas vezes desconhece tudo o que lhe fizeram e acredita que lhe salvaram a vida, mesmo que a tenham levado àquele sem fim de intervenções desnecessárias em que o sistema continua a acreditar, como se a natureza da mãe e do bebé não fossem suficientes, vindos ao mundo já com uma série de limitações. E nisto eu sinto um desamparo, sinto falta de poder falar do meu parto, de poder falar de amamentação, de colo, de ressoar em alguém as coisas que penso e que vivi na pele. Ninguém me parece entender. Partos em casa parece coisa de gente sem juízo.

No pós-parto estamos sensíveis, e toda a nossa sensibilidade pode ser favorável ao sistema que rapidamente nos oferece pomadas, bicos de silicone, biberons e chupetas. Desta vez passei por acreditar que teria de usar uma pomada para o rabinho do meu bebé, mas a minha intuição dizia-me que não, deixei passar uns dias, mais uma vez observei atentamente e, algum tempo depois o assunto resolvia-se de forma natural, da forma que eu sei e acredito. Entretanto foi-me sugerido que amamentasse apenas de duas em duas horas, e mais uma vez, não ia resultar, eu não acreditava nisso. Porque já sabia que a saliva do meu bebé e o meu mamilo eram mais inteligentes que qualquer cérebro de enfermeiro. Eles comunicam e sabem quando é necessário amamentar. Mais uma vez o mundo queria que eu acreditasse que só devemos amamentar de duas em duas horas porque senão vai ser difícil o bebé digerir tanto leite, vai ter cólicas, vai estar sempre a fazer coco e ficar com o rabinho assado etc etc etc. Mentira. Tudo mentira. Voltei a amamentar ao nosso ritmo. E resultou. Continuo sem comprar a primeira chupeta, mesmo que ela não entenda porque todos os bebés a usam e porque ela e o mano não, mas a verdade é que não pondero a ideia de tapar a boca deles com algo que não sejam os meus mamilos nesta fase. No final de contas as chupetas são apenas e só uma invenção que em, alguns casos, poderá dar jeito.

Entretanto nós ficamos aqui. Não vou a retiros, palestras, cursos ou eventos interessantes como fazia, nem tão pouco às aulas de yoga, mas a experiência de ser mãe traz-me mais sabedoria e conexão que qualquer uma destas coisas e torna-se numa verdadeira mesa de experiências, onde eu sou a verdadeira cientista de mim e dos meus filhos. Observo tudo e com presença consigo identificar cada problema, os meus e os deles. Cuido do que está menos bem e foco-me no que temos de melhor.

A maternidade é uma verdadeira porta para a transformação e conhecimento pessoais de uma mulher. Podemos entrar, espreitar, bater e fugir ou podemos simplesmente nem olhar, fazer de conta que está ali uma janela com cortinas escuras e vidros sujos. 

1. Roupa de Outono 2. Pôr do sol 3. Manhãs na cama 4. Silêncio 5. Ter tempo 6. Livros novos 7. Lembrar o Verão 8. Mais livros 9. Dele

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Postura da árvore : : Tree pose - Vrksana

** Yoga para Grávidas **
Com o progresso da gravidez, o nosso centro de gravidade vai-se alterando à medida que a nossa barriga cresce. Esta postura permite reconquistar o equilíbrio com o nosso novo centro de gravidade. Melhora também a nossa postura e permite criar força e resistência para o trabalho de parto. Esta postura alonga e abre os quadris e ajuda com a dor e o desconforto nesta zona. Podemos utilizar uma mesa, cadeira ou parede para praticar esta postura até ganharmos equilíbrio. É importante respeitar o corpo e ir trabalhando a postura até nos sentirmos confortáveis, lembrando que não interessa até onde conseguimos levar o pé, mas sim encontrar o equilibrio mesmo que apenas levantado a perna do chão já é um bom começo.


Estava um dia quente. As contrações chegaram cedo a avisar, ainda dei a última aula de yoga para grávidas. Comprei as flores que queria e fiz um risotto rápido para o almoço. Sentei-me a pintar enquanto a M. via a Rapunzel. Havia uma certeza em todos os passos dados naquele dia. A lua estava quase cheia e a noite chegou quente. Havia a promessa de levar a M. à feira de Agosto. Eu não podia e o pai teria de ficar comigo. Pedimos aos avós que a levassem, sem perguntarem porquê. Não houve tempo para jantar, não havia ainda fome. As contrações aumentavam de ritmo. Sabiamos bem o que queriamos e tinhamos a certeza de querer passar por aquele momento mais uma vez. Juntos fizemos o caminho até ao momento de dar à luz. O Sebastião chegava ao mundo numa das noites mais quentes de verão, num dia de feira, de festa na terra. Foi uma experiência maravilhosa de dor transformada em amor. Porque o parto em casa, natural, sem intervenção também dói, dói mas passa no momento em que o recebo nos meus braços, no meu colo e percebo o quanto acredito no meu corpo, na minha sabedoria feminina, na minha energia de criar e dar à luz, porque mais uma vez tinha a certeza que o conseguia fazer no meu abrigo, no meu espaço de maior conforto e rodeada de pessoas que me transmitem confiança e amor. Porque eu queria que voltasse a ser assim. E foi. O Sebastião nasceu em casa. E eu fui assistida por ele, por 2 doulas e uma parteira que confiaram em mim e me ajudaram a ir para além do medo e a viver mais uma experiência de profunda transformação de mim mesma. 



1. Bebé Sebastião 2. Rio Guadiana 3. Verão com a M. 4. Fazer as malas 5. Nova imagem do blog 6. Regar o jardim 7. Praia do Carvalhal 8. Pulo do Lobo 9. Pôr do sol
Nesta altura do ano as nossas praias alentejanas estão cheias, então resolvemos fugir e ir em direção oposta, sozinhos, como forma de despedida de pais de uma filha só, porque a seguir o amor e o trabalho aumentam aqui em casa e é preciso recolher. Resolvemos viajar para perto e visitar um monte de agro-turismo que produz óleos essenciais de produção biológica bem na serra de Mértola, usufruindo da paisagem do Parque Natural do Vale do Guadiana. Um monte isolado onde o silêncio é rei e do qual nós, que já moramos no campo, não prescindimos nesta altura do ano. Uma piscina só para nós e uma paisagem incrível em redor. O dono do monte muito atencioso mostrou-nos a destilaria e contou-nos como foi montar esta forma de vida sustentável. Os óleos são provenientes de plantas como a esteva, o alecrim, a macela e outras que crescem ali mesmo na serra. Estes são óleos de excelência para serem usados na medicina tradicional indiana, medicina ayurvédica, uma vez que são produzidos na nossa região e segundo esta medicina, devemos curar-nos com plantas que existam à nossa volta, fazendo todos parte de um ecossistema. Assim juntámos o útil ao agradável e aproveitamos para trazer na mala alguns óleos essenciais que ele tanto usa nas suas terapias

Ali perto podemos também visitar a vila de Mértola, com as suas casas brancas encantadoras, ou então andar mais um pouco e conhecer Alcoutim, vila em que o rio Guadiana separa Portugal de Espanha. Visitamos também o Pulo do Lobo, um lugar incrível, que vale cada km de terra batida, a maior cascata de água a sul de Portugal.  A poucos kms de casa e com o tempo a favor da minha grande barriga, foi um fim de semana em que deu para descansar e ganhar energias para os novos dias que se avizinham. 





















Sou mãe desde 2011 e é uma das experiências mais enriquecedoras que posso ter, talvez a minha melhor profissão. Também tem sido um grande desafio conhecer-me através do ser mãe. A maternidade foi algo que desejei desde muito cedo e que concretizei com um homem maravilhoso ao meu lado, que me apoia em todos os momentos. Acredito que sozinha não teria sido tão fácil. O parto foi uma transformação incrível que pude vivenciar. Ser mãe quase sempre a tempo inteiro, tem me mostrado muito do meu pior e do meu melhor e isso tem sido desafiador e bastante transformador. Sonho com uma escola Waldorf para os meus filhos e, acima de tudo, para outras crianças, porque considero importante uma educação holística da criança, em que todos os aspectos são tidos em conta. Neste momento estou grávida pela segunda vez e muito feliz por poder repetir a experiência e conhecer um novo ser que se juntará em breve à nossa família.


Ajudei a criar um Círculo de Mulheres que se encontra mensalmente e que realiza um trabalho sério e subtil em torno do resgate do sagrado feminino. Chamei-lhes Peregrinas da Lua e somos um Círculo de Mulheres que se permitem ligar à sua essência feminina e à lua que as instrua. Inspiram-nos estes círculos porque nos ligam ao conhecimento ancestral que trazemos dentro de cada uma de nós e nos levam a um maior conhecimento daquilo que somos e que, quando é partilhado, se torna mais poderoso. Sentimos necessidade de fortalecer as nossas ligações e de reunir em círculo de forma a curar e a trazer consciência ao nosso ser feminino. Estes círculos empoderam-nos, e trazem-nos de volta à nossa ligação com a mãe-terra. Em círculo realizo ainda a Jornada Lunar, um trabalho que permite conhecer os arquétipos femininos. Este trabalho é realizado durante 13 luas, ou seja, durante um ano. No entanto, deve participar apenas quem já frequente o Círculo de Mulheres. 

Próximo Círculo de Mulheres: 6 de Fevereiro de 2016 pelas 14h30 no Somos Yoga em Grândola

Informações/Inscrições: 
966439481 
belindasobral@gmail.com
                                                                                         Imagem | © Joana Meneses Photography
Comecei por praticar yoga em 2007 por ter problemas na coluna (hérnias discais) e isso mudou a minha forma de estar na vida. Em 2009 conheci o meu companheiro, professor de yoga, e a partir daí achava que o yoga era um dado adquirido na nossa vida, fazia yoga todos os dias e, quando não fazia, alguém fazia por mim. Quando fiquei grávida em 2010, o yoga ajudou-me a estabelecer uma maior proximidade à minha bebé e àquilo que desejava para o meu parto. Consegui ter um parto de sonho e, logo desejei que todas as mulheres pudessem vivenciar o mesmo poder de dar à luz e a mesma alegria. Aprendi que a revolução deve ser silenciosa, que não devemos impor aos outros as nossas convicções, mas sim vivermos honestamente com o nosso ser e as nossas crenças e e só assim podemos levar os outros a seguirem as suas próprias convicções, a serem eles próprios e a procurarem dentro deles as respostas à vida. Mais tarde fiz formação em yoga para grávidas com a Anne Sobotta e após uns meses voltei a engravidar e percebi melhor como é fazer yoga com grávidas, estando também eu grávida. Respirando juntas com os nossos bebés, percebi que há algo mais nesta prática que me deixa tão próxima de mim e do meu ser. Atualmente dou aulas de yoga para grávidas em Grândola na nossa Escola Somos Yoga. É uma constante descoberta de mim, do meu corpo e do meu ser e por isso considero o yoga uma pratica para a vida, que podemos levar conosco para qualquer lugar. 

As aulas acontecem às terças, quintas e sábados às 11h30 no Somos Yoga em Grândola. 

Valor:
aulas em grupo - 25E (1xsemana) e 35E (2xsemana)
aulas individuais - 7.5E (1 aula)

                                                                           Imagem | © Joana Meneses Photography


Cresci numa pequena aldeia onde apenas se consumiam legumes e frutas da época que os meus pais, avós e vizinhos cultivavam. Na minha família sempre houve criação de animais para consumo próprio. Nunca ia às compras porque os meus pais tinham uma mercearia. Quando sai para estudar estranhei a ideia de ter de comprar alimentos fora de época, assim como carne embalada  e peixe congelado e a partir daí comecei a ler e a interessar-me por saber de onde provinham os alimentos e como chegavam até nós. Os meus livros favoritos na faculdade eram livros de receitas! Passava a vida a olhar para elas e a aprender sobre uma alimentação mais saudável. Lia artigos e tudo o que tivesse a ver com alimentação e nutrição saudável. Comecei a interessar-me por alimentação vegetariana e fui experimentando novas receitas. Nunca fui vegetariana, mas a minha alimentação é 90% vegetariana. Adoro comer e procuro fazer uma alimentação saudável para mim e para a minha família. Procuro frutas e verduras da estação e sempre que possível produtos de origem local. Eu e o meu companheiro, além de gostarmos imenso de cozinhar em casa e para os amigos, também facilitamos workshops de Alimentação e Nutrição Saudável. Ainda não encontrámos a "dieta" perfeita e por isso vamos aprendendo e partilhando o que nos faz mais sentido nesta fase da vida. 

                                                                            Imagem | © Joana Meneses Photography
Por vezes é bom falar de nós e sobre as coisas mais tolas que nos tornam pessoas menos sérias, mesmo que isso não tenha importância nenhuma, é bom relembrar que somos pessoas comuns com algumas particularidades que não interessam nem ao menino Jesus. Lembrei-me do desafio da Ana do Tapas para assinalar a data aqui no blogue e cá vai:


1. Faço anos no Solstício de Verão o que é maravilhoso, mesmo que eu seja uma das pessoas MAIS INVERNOSAS que conheço. Para mim o Verão, podia ter sempre uma brisa e umas nuvens no céu. Perdoem-me os seus amantes ;)

2. Perco-me a comer melancia com pão alentejano e queijo.

3. Moro no campo e sempre que ando na cidade, passo a vida a olhar para trás...

4. Sou uma comilona que prefere salgados a doces. Não gosto muito de chocolate.

5. Gosto de ser uma boa dona de casa, embora às vezes fique cansada.

6. Sou desorganizada mas esforço-me por ter tudo arrumado, senão fico muito chata.

7. Encontrei o homem da minha vida quando estava a dançar.

8. Canso a minha filha com tantos beijos que lhe dou.

9. Adoro dançar e quando saí da universidade, comecei a dançar num rancho folclórico que entretanto terminou. Agora danço em casa.

10. Não gosto de muito barulho. Prefiro o silêncio.

11. Sonho viver rodeada de gatos, crianças e um jardim.

12. Tomo sempre o pequeno-almoço porque senão fico irritada com fome.

13. Quando era pequena, queria muito ser MÃE!

14. Já perdi amizades por dizer verdades.

15. Adormeço a ver filmes, não vejo séries, nem telenovelas.

16. Sou do Sporting, mas não ligo nenhuma a futebol e fico feliz quando ganha o Benfica, já que é raro ver o Sporting ganhar.

17. Em pequena fui mordida por um cão e por isso tenho-lhes imenso respeito.

18. Nunca leio as instruções antes de usar.

19. Consigo passar uma tarde a comer sardinhas assadas.

20. Adoro a cidade do Porto embora tivesse nascido em Lisboa.

Há mais coisas tolas sobre mim, mas não vos faço perder mais tempo ;)
Ingredientes p/ a base:
4 Tâmaras demolhadas s/ caroço
125 g de coco ralado
25 g de cacau cru em pó
1 colher de sopa de óleo de coco, derretido
1 colher de sopa de água fresca
1 pitada de sal marinho

Recheio
210 g de cajus, crus, sem sal e demolhados entre 1 a 4 horas
Sumo de um limão
1 colher de sopa de óleo de coco, derretido
5 colheres de sopa de mel, agave ou jaggery
100 ml de água fresca
150 g de mirtilos (pode usar cerejas, frutos silvestres, morangos) congelados ou frescos
1 pitada de sal marinho
Mirtilos e hortelã para servir

Preparação
Base
Forrar uma forma de mola (usar de 20 cm de diâmetro) com pelicula aderente
Colocar todos os ingredientes num processador de alimentos e misturar até se obter uma massa consistente.
Espalhar a massa na forma, pressionando bem até que fique totalmente coberta e com uma altura uniforme.

Reservar no frigorífico.

Inspirada na receita da Miss Vite
1. Peças do Casulo 2. Casar debaixo de árvores 3. Praia deserta 4. Encontro de mães 5. Dia da Espiga 6. Fonte dos olhos, Melides 7. Livro da Giulia Enders 8. Cuidar do jardim 9. Senhor Rodrigues Café

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Já lá vão alguns meses desde que descobrimos que íamos ter mais um bebé na nossa família, mas não queria deixar de partilhar aqui a nossa alegria pois sei que acompanham com carinho o nosso blog. Para mim, os três primeiros meses são muito importantes e devem ser resguardados pois trata-se de um momento muito importante para a formação do bebé e por isso quis guardar bem este segredo e garantir que estava tudo bem. Agora, passados 5 meses de gravidez, a barriga cresce a olhos vistos e este bebé não para dentro dela. Desejava muito ser mãe novamente, mas não queria nada programado meticulosamente, preferia que a vida me surpreendesse com a altura certa, pois penso em como estas coisas não devem ser controladas mentalmente. Esperei que o meu corpo se transformasse e aconteceu, a M. vai ter um mano. Desta vez decidimos saber o sexo do bebé pois não queriamos deixar a M. ansiosa e se, ao ínicio ela só pedia uma mana, agora já só fala do mano. Ainda não escolhemos o nome pois ainda temos muito tempo mas passamos a vida a falar com ele e a adorar a barriga. A M. está muito feliz e guarda tudo para o mano. Eu sinto uma alegria imensa por sentir dentro de mim um novo ser a crescer, como se estivesse grávida pela primeira vez, com o mesmo entusiasmo e alegria. Nunca nada me deixou tão realizada como ser mãe e poder sê-lo outra vez é algo transformador e empoderador na minha vida. Se há coisa que sempre tive a certeza que queria, era ser mãe. Os nossos dias por agora vão sendo calmos, começámos a preparar o ninho, a recuperar as roupas da M. que possam servir para o mano e deixar a avó tricotar uns casaquinhos...;) Eu mal posso esperar por conhecer este novo bebé que cresce dentro de mim. 












Enquanto a nossa escola não abre, vamos reunindo com outras mães, partilhando experiências de maternidade e reunindo forças para acreditar que podemos construir algo melhor no mundo destas crianças. Por vezes sentimo-nos sozinhas nesta batalha de educar, sentimos que o mundo está ao contrário, mas de repente aparecem outras mães com as mesmas dúvidas, desejos e vontades. No alentejo as opções para educar são poucas e sempre as mesmas, é importante criar alternativas, é importante criar redes de apoio e partilha para que, juntos, consigamos criar novas realidades. O sítio onde vivemos é pequeno, o país onde vivemos também e por isso acredito que as mudanças demorem mais tempo, mas também acredito que seja mais fácil chegar a mais pessoas, devagar, muito devagar e com sentido de orientação, porque construir uma escola não é como abrir um negócio, é necessário abrir o coração, deixar de lado os interesses, o controlo, o poder e avançar com o pés bem assentes no chão, deixando as pessoas certas se encontrarem e criarem algo de verdadeiramente mágico. As fotos são da amiga Ana Rodrigues que também esteve presente neste encontro. Podem saber mais sobre o nosso projeto em Jardim Alfazema - Espaço de Educação Livre.






Gosto de casas antigas. E gosto ainda mais de quem pega nelas e as recupera com esta quantidade de simplicidade e de amor. Este projeto é algo que me diz muito porque também eu sonho em recuperar o nosso monte sem recurso à banca e a uma vida de prestações. Gosto das paredes brancas e toscas a contrastar com o chão colorido bem a lembrar o do monte dos meus avós, gosto das portas e das loiças que ganharam vida nesta casa. Gosto da simplicidade dos objetos que foram entrando ali. Gosto das árvores que rodeiam a casa, e ia adorar conhecer as pessoas que vivem nela. Todas estas fotos são do blog Dreaming