1. Brincar na rua 2. Luz da manhã 3. Celebrar com os amigos 4. Abóboras do avô 5. Árvore de Natal 6. Presépio 7. Mel 8. Folhas que caiem 9. Casaco novo


Sigam-nos no Instagram: @belindayamsobral




O sol já não brilha com tanta força mas a vida não pára e por aqui andamos sempre ocupados. O tempo parece não esticar e eu, para escrever, tenho de parar e lembrar-me que tenho um lugar onde posso falar sem ninguém me ouvir. Não costumo programar posts no meu blog e nem tão pouco agendar sessões fotográficas com a minha filha, a vida não nos dá tempo para isso, preferimos fazer outras coisas, mas quando aparece uma máquina por perto, gosto de brincar e registar as cores e os movimentos dela. Muitas vezes penso em como é difícil manter um blog atualizado, em como tenho mil outras coisas em que pensar, mas a verdade é que também gosto de vir aqui, reler-me e rever-me em fotografias e em textos que escrevo, sem rascunhos e escritos diretamente para o ecrã. 

A Mel já está numa escola, não é a escola dos nossos sonhos, é uma escola onde, diariamente, faço um exercício de compreensão e empatia e, onde também eu, aprendo a perceber que o mundo não é cor-de-rosa, mas isso não me faz aceitar tudo e, por isso, como mãe e cidadã procuro fazer o que sei para constuir um mundo melhor. Já passou quase um ano desde que visitámos a Escola Livre do Algarve, mas a vontade de construir algo semelhante não perdeu força. Entre projetos, conversas e formalidades, esperamos começar o novo ano acreditando que é possível ver crescer esta semente que lançámos à terra.

Entretanto, eu planto o meu jardim, reúno-me num círculo de mulheres, cuido da casa, preparo as nossas refeições, levo a Mel à escola, à piscina, ajudo o papá a dinamizar a escola de yoga e a vida é, e será, sempre feita daquilo que eu mais preciso para reconhecer que tudo está no lugar certo e à hora marcada, que não preciso correr atrás dos sonhos, que eles só acontecem quando eu tiver tempo de olhar para trás e ver o que já construi até aqui. 

Da aldeia
com amor,
Belinda






Um sobreiro com mais de 400 anos.
Um vídeo que nos diz que ela não precisa de nós. Nós precisamos dela.

Mãe natureza.



Da aldeia,
com amor
Belinda
No próximo fim-de-semana iniciamos mais um retiro de meditação e silêncio. Assim, vou preparando as ementas, organizando os chás e a lista de compras. A mim cabe-me a tarefa de nutrir as barrigas nestes dias em que a mente se dispõe a ficar mais em silêncio e o corpo abranda para se conectar ao mais importante. A alimentação deve ser simples e sem grandes confeções, tudo num estado mais orgânico e natural para que o corpo possa reconhecer diretamente a energia vital que está em cada alimento. Uma sopa, um chá, legumes, saladas e sumos de fruta chegam quando abrandamos o ritmo e nos ligamos ao simples, ao mais essencial. Somos cada vez mais e, a cada retiro é sempre mais desafiante. As refeições tem de ser a horas e o tempo na cozinha não pára. Eu, a cozinhar, também esqueço um pouco a agitação dos dias e procuro abrandar um pouco, entregar-me aos tachos e viajar nos cheiros que vão emanando de cada refeição. Se tiver tempo tiro umas fotos para vos mostrar. 

Da aldeia, 
com amor
Belinda