1. Yoga na praia 2. Papas de aveia 3. Rotina 4. Forno de lenha 5. Flores 6. Cozido 7. Barba do papá 8. Rebolar na praia 9. Pequeno-almoço na cama
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Hoje é feriado, dia do Concelho, em Grândola, mas aqui não me proponho a falar de história, seria demasiado longa, prefiro dizer-vos que fiz um cozido vegetariano para comemorar esta data. Bem e que cozido, não fica nada atrás do cozido da minha mãe e a chouriça que leva é das melhores que já comi. Como já sabem, eu adoro os pratos da minha mãe e, poder adaptá-los é maravilhoso, pois vou aprendendo o que ela sabe fazer tão bem mas ao meu jeito e de forma mais saudável.

Ingredientes:

- azeite
-1 batata doce 
- 6/7 feijão verde
- 2 nabos pequenos
- 1 chouriça de soja bio do Monte do Mimo
- 2 cenouras
- 1 cebola
- 2 tomates chucha
- 1 repolho pequeno
- sal q.b.
- pimenta q.b.
- cravinho q.b.

Preparação:

Cortar todos os legumes em pedaços pequenos. Reservar.

Colocar azeite a tapar o fundo de um tacho grande e começar por colocar a cebola, o tomate, a cenoura, deixar refogar uns instantes, depois juntar o resto dos legumes e a chouriça cortada às rodelas. Temperar com sal, pimenta e cravinho. Deixar cozer uns minutos até secar mais um pouco e depois colocar mais um pouco de água fervida por cima dos legumes, mas sem cobri-los, deixando os legumes à superficie. Deixar cozer por mais alguns minutos e, se quisermos podemos colocar mais água na cozedura dos legumes e depois retirar esse excesso de água para fazer um arroz deste caldo. Retificar os temperos e servir. 


Bom apetite e bom feriado!


O Outono começou com um resfriado, uns dias de cama e uma amigdalite que teima em não ir embora de vez, o tempo ora está frio, ora aquece, ora arrefece. Quando pensamos que estamos no Outono, voltamos de novo ao Verão e quando pensamos que o Verão chegou, o Inverno instala-se antes de ter terminado o Outono. 

Já tinha trocado as voltas ao armário, arrumado o biquini e as toalhas de praia. Desde finais de Agosto que não voltava aqui. Mas é bom voltar a sentir a brisa, o calor e os pés na areia, voltar à nossa praia preferida, ter um areal inteiro para brincar, rebolar, fazer yoga, puder juntar o sol, o vento, a areia e a água num só dia. 

O corpo que já se vai habituando à roupa e os pés que já não sabem onde estão os chinelos, foram até à praia em modo despedida. O sol aquece estes dias de Outono para lembrar que, nos dias mais cinzentos, ele roda no mesmo sentido, por cima das nuvens, por cima de nós.

Outubro será sempre um mês de regressar, de trazer calor para dentro de casa, de deitar fora os trapos velhos e tricotar peças novas, de semear intenções, de trocar ideias, de deixar cair as folhas secas no chão, de quebrar padrões. Por isso é tão bom este sol de Outono, que nos aquece o corpo e nos devolve com mais energia aos dias frios que se aproximam. 

Bem-vindo Sol de Outono. 


Da aldeia
com amor,
Belinda







Quando a nossa casa está em obras parece que também na nossa cabeça começaram a partir paredes, a derrubar estruturas, a alterar divisões e a abrir buracos.

Mas o desconforto de ter a casa ou a cabeça e o corpo em obras é mais tarde recompensado quando colocamos as coisas em sítios novos, quando nos arrumamos de maneira diferente e quando deitamos fora o que está a mais e deixamos de ter sempre as coisas no lugar que achávamos ser o certo. 

Destruimos muralhas, construimos novos telhados, abrimos os portões, as portas e janelas que dão acesso cá dentro. Iluminamos as divisões onde não queríamos entrar, pedimos licença, limpamos o pó, as teias de aranha, tiramos os macacos do sótão e plantamos flores em vasos esquecidos, fazendo entrar o sol onde havia escuridão. Completamos ciclos, trancamos algumas portas e ficamos com a sensação de casa arrumada, coração feliz.

Gosto de reencontrar-me através dos objetos e dos lugares que já conheço, de arrumar o que ficou fora do sítio, de lavar a roupa que ficou pelo chão, de dar amor às coisas e, normalmente depois disso, vem sempre uma felicidade imensa de novos começos, de querer fazer as coisas melhor.

Cuidar da nossa casa é também uma forma de cuidarmos de nós, regar as plantas é dar de beber à nossa sede, varrer o chão que pisamos é olhar com humildade para baixo e rendermo-nos ao que é superior a nós.


Seduzimo-nos, enamoramo-nos de nós próprios, fazemos amor com todas as partes do nosso corpo. Lavamos a alma e abrimos o coração, enterramos os pés e viajamos com a cabeça nas nuvens. Abanamos com o vento e sacudimos o cabelo, desenleamos os nós e voltamos ao lugar de onde partimos. O cansaço transforma-se em sabedoria e a altivez perde a vez para a humildade e lá fora o mundo está precisamente como deveria estar, do lugar de onde nunca saiu. 

Da aldeia
com amor,
Belinda