Outras mães





























É grande o meu fascínio por maternidade. Desde nova que desejei ser mãe e foi a melhor coisa que me aconteceu. Mas enquanto não chega a nossa vez de voltarmos a ser pais, vou-me deliciando com as barrigas das minhas amigas que estão prestes a ter bebés, com as que começam agora a crescer a barriga e, com os bebés daquelas que deram à luz há pouco tempo. Estar perto delas, saber o que sentem, como vivem a gravidez e como imaginam o parto, a amamentação, os primeiros cuidados. Para mim, foi (quase) tudo muito fácil, não tive (muitas) dificuldades, mas isso não quer dizer que saiba mais do que elas, ou que tenha lido mais livros. Quando somos mães temos toda a sabedoria necessária para cuidar daquele bebé, basta ficarmos atentas à nossa intuição e confiar no nosso instinto maternal. Confiei mais em mim e no meu companheiro do que nos médicos, confiei mais na minha parteira do que nas máquinas e deixei-me ir, confiante de que tudo ia correr bem. Mas também tive dificuldades, dificuldades em ter apoio, uma rede de mães ao vivo e a cores que me desse a mão. Ter mães, avós, mulheres por perto que nos confortem com certezas e não nos encham de dúvidas. Mas a verdade é que, foi numa rede social onde encontrei as mães de transição onde senti muito apoio, conheci outras mães, que como eu, quiseram ficar com os seus filhos em casa. E depois conheci, já não sei bem como, a Marta do Ovo, onde também contei a minha história de parto e onde podem ler mais sobre maternidade. Foi também através dela que cheguei a estas lindas imagens e como não podia deixar de mencionar, a Marta é uma mãe que ajuda outras, que está numa rede de apoio a outras mães. Enquanto ela faz isto na cidade, eu vou fazendo aqui num meio mais rural e de uma forma quase clandestina, vou partilhando com outras mães a minha experiência e dizendo-lhes que vai correr tudo muito bem e que só precisam delas mesmas para terem os seus filhos, que o conhecimento está todo dentro delas. Eu apesar de estar longe da Marta, sei que mesmo sem nos conhecermos pessoalmente, olhamos para estas fotos e sentimos o mesmo, há algo de comum entre nós. Obrigada Marta. O projeto podem vê-lo aqui e trata-se de uma série de fotografias tiradas nas primeiras 24 horas de vida de um bebé e de uma mãe. Lindo, simplesmente.

Da aldeia, com amor
Belinda

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