Não temos televisão em casa #2




























Já faz algum tempo que ando para escrever sobre a nossa alimentação, que é outra das nossas estranhezas. O Gil é ovolactovegetariano, eu ainda como alguma carne e algum peixe e a Mel começou  há pouco tempo a comer peixe, por vontade própria, na casa da avó. Eu quando como carne ou peixe é em casa da minha mãe ou em restaurantes de confiança. Eu e o Gil optámos por a Mel ser vegetariana porque, antes dela nascer, também já não se cozinhava carne nem peixe aqui em casa. Eu cresci a comer carne e peixe porque os meus pais tem essa alimentação, e por isso acho natural ela também seguir a alimentação que os pais têm. Para algumas pessoas podemos parecer fundamentalistas em dar uma alimentação ovolactovegetariana à nossa filha,  mas ela terá, mais tarde, oportunidade para escolher o que quiser para a sua alimentação. Por agora evito ao máximo o açúcar, a carne e tudo o resto que não consideramos bom para ela. Ser fundamentalista é sempre relativo. Fazemos aquilo que está em sintonia com a nossa cabeça e o nosso coração, não fazem todos os pais o mesmo?!

Na casa dos meus pais fui criada assim, onde a carne que se come não vem do talho e é, quase sempre, de criação própria. O peixe é sempre fresco e nunca se comem congelados, os legumes e a fruta tem de ser da época e, de preferência, da nossa horta e, quando comprados devem ser portugueses.  Os ovos tem de ser das galinhas aqui das vizinhas, criadas ao ar livre (e não daqueles ovos em que as galinhas passam uma hora por dia ao ar live e já são vendidos como tal). Frango ou galinha, só se for criado aqui nos galinheiros das vizinhas ou da mãe. Porco e vaca, muito raramente quando não resito à tentação de uns miolos fingindos ou de um cozido à portuguesa. E depois tenho a minha mãe, que é só a melhor cozinheira do mundo, pelo menos é o que oiço dizer sempre que vou a casa dos meus pais. Por isso não admira que eu seja exigente.

Ultimamente e depois de sair da Venda procurei incluir mais crus na minha alimentação. Tinha essa vontade há já algum tempo e andava sempre a dizer ao Gil que me apeteciam ervas! Tomara, o corpo pede aquilo que precisamos, desintoxicar! Comi muitos bolos com chocolate e muitos miolos enquanto trabalhei na Venda. Não me arrependo, mas agora já estava na altura de fazer uma limpeza. Apareceu então a Joana, do Felt by heart no Instagram e eu fiquei rendida aos seus copos verdes e comecei a ganhar entusiasmo. Ela pode não fazer nada de novo, mas para mim foi uma grande motivação, ver uma rapariga tão nova e tão consciente da sua alimentação. Entretanto conheci outras como a ZD Vitaliza, a Miss Vite, a Miss Kale e por ai. O que nós procuramos vem ao nosso encontro. Quando conheci o Gil ele conquistou-me com os seus batidos energéticos, mas assim que engravidei comecei a enjoar os batidos e deixei-os por um tempo. Agora, com mais alguns conhecimentos e depois de conhecer o meu biotipo numa consulta ayurvédica dada por ele (mais tarde falarei sobre isto), sei o que me equilibra, o que devo e não devo comer. O que posso repetir e o que é proibido na minha alimentação. Não procuro emagrecer, até porque nunca fui gorda, mas procuro, acima de tudo, prazer em comer o que me faz sentir bem. Tem sido muito bom cuidar de mim e estar com a minha filha ao mesmo tempo.

Bem, mas este assunto não fica por aqui, tinha muito mais para vos contar. Em breve irei falar-vos sobre as coisas que já não compro no supermercado. 

Para já deixo-vos aqui a receita do lanche do momento aqui de casa: 

Mousse de abacate e courgete (Receita adaptada da Joana N. Silva - Felt by Heart)

1 banana
1 abacate pequeno
1 courgette pequena crua (eu tiro a casca)
2 colheres de sopa de farinha de alfarroba
3 tâmaras secas sem caroços
1 iogurte grego natural

Misturar tudo num processador até ficar cremoso. Colocar num copo grande em camadas, intercalando com iogurte grego natural. Juntas sementes ou fruta cortada. 

A Mel até lambe os dedos. 


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