1. Visitar lugares com história
2. Cozinhar como a mamã
3. Brincar com a Índia 
4. Trabalhar lã e feltro
5. Horta a crescer
6. Viver os dias devagar

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(origem)






















Há qualquer coisa nestas casas que me diz que eu ia adorar conhecer os seus donos. Infelizmente, fico-me apenas pelas imaginação. Gosto do pouco, do quase nada, que é essencial. Estas casas parecem dizer-me muito mais do que as suas paredes brancas e quase despidas. Gosto do branco, da madeira e do espaço que existe nela. Ah e das flores.
Mais do que celebrar o tempo bom, a chegada das flores e da estação favorita de muitas pessoas, gosto de sentir que, nestes dias, uma energia diferente cresce dentro de mim. Sinto-me uma verdadeira flor. Depois de um Inverno agasalhado e molhado, agora quero estar ao sol dias a fio, desabrochar e aproveitar ao máximo o ar livre, a comunhão com a natureza e com os outros. Quero também sair da minha zona de conforto, procurar outros encontros e outras experiências. Acima de tudo abrir o meu coração a novas vivências. Não julgar e partir em direção ao desconhecido, será que consigo? 


 Ostara - a Festa da Primavera 
Equinócio da Primavera, entre 20 e 23 de Março

Esta é a celebração do início da Primavera, momento em que o dia e a noite são iguais. É tempo de equilíbrio entre dia e noite, luz e escuridão, dentro e fora, intuição e racional, consciente e incosciente, feminino e masculino. Esta harmonia traz consigo manifestações a todos os níveis: planos que estiveram em incubação nos níveis mais profundos, afloram agora no plano físico.

A natureza desperta em todo o seu potencial, a vida brota da terra e o ovo é aqui um potente símbolo do que é fértil e cheio de potencial para uma nova vida. 

Ostara celebra-se ao ar livre estimulando a liberdade e a expansão. Venera-se tudo o que está vivo e a Deusa Fértil («Oestre» origem da palavra estrógenos, a hormona que estimula a ovulaçãõ). Celebramos a união dos opostos, a fusão do feminino com o masculino em nós, independentemente do género.

Nesta festividade decoramos ovos cozidos, damos passeios, plantamos árvores, plantas e flores; fazemos ramos de flores primaveris, dançamos e celebramos os quatro elementos.
É tempo de enaltecer o excitante frenesim da vida, criando santuários ao ar livre cheios de cor e alegria.

Símbolos a usar: ovos coloridos com símbolos de fertilidade e equilíbrio, ramos de flores primaveris, ninhos com ovos lá dentro, caldeirão decorado com flores e uma vela acesa dentro dele. 

in Foice de prata, Agenda Lunar 2014





























Já faz algum tempo que ando para escrever sobre a nossa alimentação, que é outra das nossas estranhezas. O Gil é ovolactovegetariano, eu ainda como alguma carne e algum peixe e a Mel começou  há pouco tempo a comer peixe, por vontade própria, na casa da avó. Eu quando como carne ou peixe é em casa da minha mãe ou em restaurantes de confiança. Eu e o Gil optámos por a Mel ser vegetariana porque, antes dela nascer, também já não se cozinhava carne nem peixe aqui em casa. Eu cresci a comer carne e peixe porque os meus pais tem essa alimentação, e por isso acho natural ela também seguir a alimentação que os pais têm. Para algumas pessoas podemos parecer fundamentalistas em dar uma alimentação ovolactovegetariana à nossa filha,  mas ela terá, mais tarde, oportunidade para escolher o que quiser para a sua alimentação. Por agora evito ao máximo o açúcar, a carne e tudo o resto que não consideramos bom para ela. Ser fundamentalista é sempre relativo. Fazemos aquilo que está em sintonia com a nossa cabeça e o nosso coração, não fazem todos os pais o mesmo?!

Na casa dos meus pais fui criada assim, onde a carne que se come não vem do talho e é, quase sempre, de criação própria. O peixe é sempre fresco e nunca se comem congelados, os legumes e a fruta tem de ser da época e, de preferência, da nossa horta e, quando comprados devem ser portugueses.  Os ovos tem de ser das galinhas aqui das vizinhas, criadas ao ar livre (e não daqueles ovos em que as galinhas passam uma hora por dia ao ar live e já são vendidos como tal). Frango ou galinha, só se for criado aqui nos galinheiros das vizinhas ou da mãe. Porco e vaca, muito raramente quando não resito à tentação de uns miolos fingindos ou de um cozido à portuguesa. E depois tenho a minha mãe, que é só a melhor cozinheira do mundo, pelo menos é o que oiço dizer sempre que vou a casa dos meus pais. Por isso não admira que eu seja exigente.

Ultimamente e depois de sair da Venda procurei incluir mais crus na minha alimentação. Tinha essa vontade há já algum tempo e andava sempre a dizer ao Gil que me apeteciam ervas! Tomara, o corpo pede aquilo que precisamos, desintoxicar! Comi muitos bolos com chocolate e muitos miolos enquanto trabalhei na Venda. Não me arrependo, mas agora já estava na altura de fazer uma limpeza. Apareceu então a Joana, do Felt by heart no Instagram e eu fiquei rendida aos seus copos verdes e comecei a ganhar entusiasmo. Ela pode não fazer nada de novo, mas para mim foi uma grande motivação, ver uma rapariga tão nova e tão consciente da sua alimentação. Entretanto conheci outras como a ZD Vitaliza, a Miss Vite, a Miss Kale e por ai. O que nós procuramos vem ao nosso encontro. Quando conheci o Gil ele conquistou-me com os seus batidos energéticos, mas assim que engravidei comecei a enjoar os batidos e deixei-os por um tempo. Agora, com mais alguns conhecimentos e depois de conhecer o meu biotipo numa consulta ayurvédica dada por ele (mais tarde falarei sobre isto), sei o que me equilibra, o que devo e não devo comer. O que posso repetir e o que é proibido na minha alimentação. Não procuro emagrecer, até porque nunca fui gorda, mas procuro, acima de tudo, prazer em comer o que me faz sentir bem. Tem sido muito bom cuidar de mim e estar com a minha filha ao mesmo tempo.

Bem, mas este assunto não fica por aqui, tinha muito mais para vos contar. Em breve irei falar-vos sobre as coisas que já não compro no supermercado. 

Para já deixo-vos aqui a receita do lanche do momento aqui de casa: 

Mousse de abacate e courgete (Receita adaptada da Joana N. Silva - Felt by Heart)

1 banana
1 abacate pequeno
1 courgette pequena crua (eu tiro a casca)
2 colheres de sopa de farinha de alfarroba
3 tâmaras secas sem caroços
1 iogurte grego natural

Misturar tudo num processador até ficar cremoso. Colocar num copo grande em camadas, intercalando com iogurte grego natural. Juntas sementes ou fruta cortada. 

A Mel até lambe os dedos. 


Pela primeira vez, desde que me lembro, não brinquei ao Carnaval, nem tão pouco senti que o Carnaval se aproximava. A razão porque isso aconteceu foi porque a Mel fez anos e eu dediquei-me inteiramente a celebrar este dia que nos é tão especial. Todos os dias devem ser especiais, todos sabemos, mas não são todos os dias em que conseguimos reunir, numa mesa, algumas das pessoas que mais gostamos. E por isso, gosto de convidar as pessoas a celebrar. A Mel ficou muito contente e mal podia esperar pelo dia da festa, nisso saiu à mãe. Eu sempre gostei de festejar aniversários com todos os meus amigos e embora possa ser um pouco egôcentrico da minha parte, a verdade é que me parece sempre uma boa desculpa para os reunir a todos. 

Começámos por festejar os três no campo, perto das árvores. Fizemos um bolo de panquecas, aquelas panquecas deliciosas que andamos sempre a fazer aqui em casa. Uns dias depois festejámos com a restante família e amigos, preparámos tudo em tempo recorde e conseguimos ter tudo pronto a horas. Fizémos coroas de índios, bolos de cardomomo e pistáchio, quiches de legumes, sumos de fruta, chás, sobremesas cruas e sem açúcar, e três pequenos bolos de aniversário e ainda uma tenda de índios. A chuva atrapalhou-nos um bocadinho, mas a Mel estava muito contente por puder brincar com os seus amigos num ambiente de festa. Depois arrumámos tudo e fomos brincar ao Carnaval, a avó tinha feito um fato de Minnie para a Mel e uma amiga ofereceu-nos umas asinhas de borboleta. Fevereiro terminou em festa e Março em festa começou. Que bom é viver dias assim.











1. Viver no meio das árvores
2. Celebrar 3 anos de vida
3. Passear em dias de sol
4. Fazer bolos ao domingo
5. Andar de  bicicleta

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