2013. 12 meses, 12 fotos #Novembro

11.13 A procura de alguém que também fosse a minha cara neste projecto da Venda e que quisesse dar contunuidade à taberna que reinventámos. Este não foi um mês bonito. Houve acordos desacordados, houve palavras que não chegaram a actos. No fim, alguém apareceu e mostrou vontade em começar, começar tudo de novo. Para algumas pessoas foi um golpe duro, deixar este negócio do coração que reinventei com tanta dedicação, mas eu sentia que a minha parte estava feita, o meu sonho tinha sido concretizado e eu  tinha tirado dez kilos de cima porque toda uma vida disse que recuperaria a taberna e mercearia onde fui criada. E assim foi, recuperei, dei luz e brilho, eu sei que dei, e saí, não saí feliz porque é duro fechar portas a quem nos visita todos os dias, mas sai de alma e coração encontrados porque sabia que o meu dever estava cumprido.  Tratei de tudo para não ter a Venda fechada muito tempo, pois sabia que era o ponto de encontro de muitos amigos e sabia que este lugar também lhes pertence. Fiz inventários, limpei, arrumei e deixei tudo pronto para abrir no dia seguinte. Não foi no dia seguinte, mas em menos de um mês a Venda voltava a receber nos mesmos lugares as mesmas pessoas, pessoas que já no tempo do meu avô se sentavam ali, naquele lugar. Para a nossa geração pode não ter grande importância mas para estas pessoas tem, porque é ali que as suas vidas são contadas, entre um pedaço de pão e um copo de vinho e é ali que encontram o convívio que nos falta numa qualquer rede social. A venda estava aberta e isso é de grande valor num lugar tão bem guardado como este. 

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