Os dias são pequenos. As noites são para dormir. Ando em falta com esta janela do mundo. O tempo em que não estive aqui, passei-o com a coisa mais bela do mundo, a minha família. Tinha saudades de casa e deles. Fazer jantar, arrumar as roupas, passear e ter tempo. A mercearia está entregue em boas mãos, a reabertura foi um sucessso e eu estou feliz pelas pessoas que vieram ter conosco à espera de confiança e honestidade, também era isso que procurávamos. O sucesso deles também é o nosso, porque queremos que esta casa esteja a funcionar por muitos e muitos anos e eu vou sempre fazer de tudo para que a essência da casa se mantenha. Para os novos taberneiros isso é possível porque conhecem a casa como ninguém. Agora tenho de ir, porque a coisa mais bela do mundo está à minha espera para jantar.   





O melhor do meu dia. Ao passear na nossa aldeia, um vizinho ofereceu-nos uns ramos de Bela Luísa. Vamos secar e fazer chá num domingo que o frio não nos deixe sair de casa. O melhor do meu dia foi receber uns ramos de Bela Luísa na rua.

"No final do dia. antes de fechar os olhos e ceder ao cansaço, fazemos um exercício: escolher o melhor do nosso dia. Fazemos as pazes com o que correu mal, aceitamos as respostas que ainda precisam de tempo, acalmamos os medos e as angústias e guardamos apenas o melhor. 
Podem ser horas de festa ou apenas um instante de silêncio. "O melhor do meu dia" é uma fotografia feita de letras em que ficamos sempre bem. É essa a memória que queremos guardar. 
É a essa a força que queremos para o dia seguinte: adormecer com um sorriso." A ideia é daCatarina e da Ana.


O melhor do meu dia. Estar com a M. com tempo e sem horas marcadas. Ela adormecer no meu colo e eu deixá-la ficar. Nada existe com tamanho valor. O melhor do meu dia foi ela.

"No final do dia. antes de fechar os olhos e ceder ao cansaço, fazemos um exercício: escolher o melhor do nosso dia. Fazemos as pazes com o que correu mal, aceitamos as respostas que ainda precisam de tempo, acalmamos os medos e as angústias e guardamos apenas o melhor. 
Podem ser horas de festa ou apenas um instante de silêncio. "O melhor do meu dia" é uma fotografia feita de letras em que ficamos sempre bem. É essa a memória que queremos guardar. 
É a essa a força que queremos para o dia seguinte: adormecer com um sorriso." A ideia é da Catarina e da Ana























Escolhas. Escolher o que nos faz bem e o que precisa mais de nós, arriscar, lembram-se? Quando pudemos escolher é porque podemos ser mais felizes. Escolhi estar mais perto, escolhi ter mais tempo, escolhi ser mais livre. Escolhi também o desapego. O desapego de um lugar onde fui muito feliz mas que para isso tive de abdicar do que queria ter mais perto, a minha família, o meu lar, aquilo que construí mais com o meu coração do que com o meu dinheiro. O meu sonho, esse foi realizado da melhor maneira possível, sem olhar a lucros ou a tostões. Trabalhei com o coração sem esperar muito em troca a não ser dar vida a um espaço que também se tornou a minha casa. Fico mais feliz por evoluir e não ter medo de deixar para "outros" aquilo que era "meu", porque sei que nada é para sempre e porque acredito que são mais felizes aqueles que não carregam nada nas suas costas. Esse lugar vai continuar a sentar nos mesmos lugares as mesmas pessoas, as pessoas que me ajudaram a fazer esta casa, o freguês de todos os dias que vinha e não precisava pedir, pois eu já sabia de cor o seu vício, o vício de conviver e de estar com os amigos, o freguês que chegava de longe e pedia uma açorda de beldroegas e partia feliz de volta à sua casa. A todos eles eu agradeço publicamente, sem escolher os melhores ou os piores, pois todos eles tiveram algo para me ensinar nesta profissão que reinventei, a de ser taberneira. Agora? Agora é tempo de ser mais mãe e mais mulher daqueles com quem escolhi viver e passar os meus dias, noites e fins de semana. As terças voltarão a ser um dia da semana, um dia de trabalho e as coisas boas vou fazer acontecer todos os dias e vou partilhá-las com vocês com "o melhor do meu dia". Até já fregueses desta minha mercearia.

























Chegou, finalmente o presente que o G. me enviou da Índia. Almofadas e mantas tibetanas. Vou mostrá-las aqui em breve.