A minha casa. A casa que era da minha avó e onde agora vivo com a minha filha e o G. Uma casa simples com alguns móveis recuperados depois de encontrados abandonados, um ou dois pratos da minha avó paterna, umas gavetas que perteciam à mercearia, um cesto de piquenique que me deu um grande amigo, uma andorinha que comprei no Porto, uma sala onde não há tv, um banco na rua onde a minha avó materna passava as tardes a conversar com a Ti' Luísa. Que boas recordações. Sei que ela iria adorar saber que sou feliz nela. 






















Mergulhar numa água selvagem às nove e pouco da manhã, quando todos dormem e são poucos os acordados. Aproveitar o sol morno, a luz brilhante, o silêncio de um festival diferente, sentir que é bom estar na natureza e é bom estarmos sozinhas nela.

Foi bom sair da Venda e regressar ao andanças, festival onde conheci o G., foi bom ver que o festival cresceu, ver que mais pessoas querem dançar e experimentar conhecer-se através de tantos workshops interessantes. Vou voltar.
1. Aprender a andar de bicicleta
2. Pratos que estavam guardados
3. Jarras com flores
4. Casamentos inspiradores

































O coração já palpita. O andanças está ai à porta. As pessoas dançam a sorrir, sorriem a dançar. Não há vagar para copos na mão. Enchem-se as canecas de água e bebe-se de um só gole para matar a sede e corre-se para as tendas. O coração quer saltar. A cabeça esvazia. O corpo só quer dançar. São os pés quem mandam aqui, guiados pelo bater do coração. Não há festival assim, onde as ruas fiquem sempre limpas, onde as pessoas são as estrelas, as estrelas que dançam e que nunca se cansam. O andanças está aí.  Fotos de 2008, primeiro ano que fui ao Andanças.























via fb Mariana Barbosa

A luz. A simplicidade de viver. As janelas. A madeira. Eles, os dois. Ver o vídeo aqui.


Escolher finalmente a minha nova tatuagem. Sinto-me decidida e corajosa. Alguns exemplos das minhas tatuagens favoritas estão no meu pinterest































Este fim de semana fomos a um casamento, mas a um casamento diferente. Neste casamento não existiam regras nem etiquetas. Os noivos organizaram tudo, perdão, tudo! E organizaram tão bem que nada superaria o que eles fizeram. Cada detalhe revelava a simplicidade com que os conheço. Cada promenor acentava-lhes que nem uma luva. O bolo, o porta alianças, os pratos, as cadeiras, as mesas. O delicioso jantar, a sintonia entre os convidados, o dia quente, a noite fresca, a banda a fazer rodar saias e vestidos. A noiva linda de simplicidade e o noivo nervoso de tão feliz. Tão cedo não vou ver outra noite assim. Obrigada B. e P. 
Ir a uma praia cheia de gente. E vir embora.
Não foi preciso desabar um prédio no Bangladesh e morrerem 1300 pessoas para eu perceber que a roupa que tinha era a mais, as horas que perdi e o dinheiro que gastei em marcas como Zaras e Mangos também esses eram a mais. Hoje visto um casaco que vive há cinco anos no meu roupeiro como visto qualquer outro numa dessas lojas que hoje visito com muito menos frequência. Ganhei consciência, é verdade e ganhei espaço no roupeiro para colocar peças que encontro da minha mãe ou da minha avó e com as quais me identifico. Para além disso também ganhei qualidade de vida ao possuir cada vez menos. Já faz algum tempo que leio o blogue Locais Habituais e quando procuro alguma coisa sobre este assunto, lá encontro o que quero ouvir. Há ainda outro blogue que encontrei e que me fez parar. "afinal não estamos sós!"

Tudo isto porque estava a ver estas imagens e a pensar que estas são imagens demasiadamente bem estudadas para aparecerem depois do tal acidente no Bangladesh, ora pensem lá comigo... 1+1=3! 

Dá ou não vontade de sair de moda?!



























Primeira fotografia: camisola preta da minha avó.
Segunda fotografia: camisa azul da minha mãe.
Terceira fotografia: t-shirt da minha mãe.



























Nos passados dias 19, 20 e 21 de Julho recebemos estas pessoas lindas em mais um retiro de purificação, conduzido pela sábia Sílvia Palma e pelo nosso querido Gil. O catering vegetariano foi servido num ambiente de calma e tranquilidade e apreciado por todos os que estiveram presentes. No próximo ano haverá mais para quem se quiser juntar a nós em três dias de purificação física e mental. Obrigada a todos por fazerem acontecer na "terra dos sonhos".