Está frio. Chove lá fora. A M. dorme. Eu regalo-me com o azul destas férias da Páscoa passadas na Sardenha na Primavera de 2009. Tenho saudades do céu azul e tenho saudades de ir de férias. Primeiro sonho com Londres, agora perco-me nestas fotografias tiradas numa ilha italiana. Ó alma de viajante tens de aguentar mais um bocadinho.
1. Piqueniques no campo
2. Pôr do sol depois da chuva
3. Praia deserta
4. Ver chover 





Depois de um inverno a preceito, agora é ver tudo o que é verde mais verde e tudo o que é flor mais florido. A chuva, quando não é demais, é sempre um elemento de ouro na nossa mãe natureza. Eu sou toda inverno e toda chuva, mas nunca me lembro de desejar tanto o verão como este ano, talvez porque o inverno foi à séria e porque fiquei satisfeita com toda a água que caiu. Por mim, o sol já pode vir e ficar. Já agora vejam este video de uma comunidade de animadores Bolivianos, reflecte bem o que eu sinto pela chuva e pelo seu significado.


Sonhar. Sonho demasiadas vezes com esta cidade. Londres não me sai da cabeça. Apenas a visitei uma vez e parece que já fui lá tantas outras vezes. Acho que está na hora de lá voltar. Será que terei tempo?
Depois de ver algumas fotos do mercadito da carlota, fico a pensar que a "crise" não é para mim sinónimo de ajudar quem mais precisa ou de pedir a quem mais tem. Quem precisa vai continuar a pedir e quem não precisa vai continuar a consumir. 

"Vamos ali comprar um vestido da Knot e levamos um frasquinho de grão para os mais necessitados." Que estranho conceito de solidariedade. Eu posso consumir o que me apetecer mas tu limitas-te a pedir alimento. 

A "crise" deveria ser um meio para as pessoas evoluírem, se tornarem mais conscientes, mais ligadas à natureza e menos ligadas aos bens materiais. A crise deveria fazer com que partilhássemos um carro, uma casa, uma sopa, um brinquedo, umas meias, um abraço. Não, a crise faz com que os que têm mais deem aos que têm menos. E assim todos uns acima dos outros. Eu tenho e tu não. 

A minha filha não usa roupas do mercadito da Carlota, usa roupas usadas por outras crianças, usa roupas feitas pela avó com restos de outros tecidos, usa, uma ou outra vez, roupas que a mãe compra, mas não tem tudo de marca e muito menos tem o que está na moda. E assim tem sido com livros e brinquedos, de outras crianças e para outras crianças. Não é uma questão de "crise" é uma questão de expansão da consciência.

Certo que, esta é apenas a minha forma de evolução e a minha forma de educar uma criança. E, como todos sabemos ninguém está certo e ninguém está errado, as pessoas vivem da forma que muitas vezes escolhem. Eu escolho viver assim. Com pouco de tudo e muito de nada.


Na fotografia a M. usa a fralda de fora
uma camisola em 2.ª mão da Zara e
 umas calças feitas pela avó do norte
Quem quiser roupa de criança basta vir aqui a casa ao mercadito da Melinda ;)



O frio de Março pede recolhimento e um prato quente e pesado.
As cores e as texturas. Tudo mais do que perfeito para terminar o Inverno em beleza. Mais do que beleza, conforto e simplicidade. Gosto de tudo e o tudo é tão pouco.






















                                                                                  (origem)
1. Pequeno-almoço na rua
2. Celebrar na natureza
3. Vestidos com flores
4. Cantar os parabéns









































Chegaram até nós as fotos que uma querida amiga tirou na festa de 2 anos da M. Gostei tanto. Obrigada A.
1. Sobremesas simples
2. Brincar ao Carnaval
3. Fazer planos para a festa da M.
4. Um jantar diferente na mercearia