a leitura final

"Sempre achei estranho o facto de, como mulheres grávidas, passarmos mais tempo a preparar o quarto do bebé do que o nosso corpo. Suspiramos diante de expositores de papel de parede, percorremos listas à procura de um nome e salivamos ao escolher berços, sem pensarmos uma única vez em nos prepararmos a nós próprias para o parto. Talvez a inevitabilidade desse facto nos dê vontade de enterrar a cabeça na areia, esperando ansiosamente as primeiras contrações do arranque, ou talvez a simples ideia já seja demasiado assustadora de encarar. Afinal, o parto é-nos entregue como um ritual de passagem traumático, doloroso e indigno pelo qual todas as mulheres - mais tarde ou mais cedo - têm de passar. Quem vai querer pensar nisso? (... ) O parto é na verdade aquilo que o nosso corpo faz melhor."

Percebi, logo nos primeiros meses de gravidez, que o enxoval do bebé não era para mim uma prioridade. É bom comprar todas aquelas coisas e fazer listas do que ainda está em falta, mas este assunto foi sempre deixado para trás, tanto é que ainda não comprámos tudo! Mas não é preocupante, todos os dias e de forma sustentável vamos adquirindo o que está em falta. Penso que assim as compras podem ter um pouco mais de amor e dedicação.

Tal como no início, o que mais me preocupou foi o meu estado emocional, físico e espiritual. Como seria o caminho de alguém que toda a sua vida viveu com a ideia vincada de ser mãe? E agora?

O momento de ficar grávida foi o ideal, não poderia ser mais tarde nem mais cedo. O planeamento da gravidez não podia ser o mais desejado: nenhum!

As circunstâncias que me rodeavam eram todas elas as ideais: um ser lindo do meu lado e uma vontande enorme de seguir em frente, fosse qual fosse o caminho. A construção de algo em conjunto era mais que evidente: uma viagem a dois ou um novo trabalho, uma mudança de vida para ambos! A viagem deu-se mesmo aqui, dentro de mim própria. E assim a gravidez teve início, quando eu menos esperava mas quando mais desejava, e este desejo vinha de dentro, bem de dentro do meu ser mais primitivo, da minha essência.

O yoga é quase sempre praticado em casa e de forma espontânea, a alimentação tento sempre que seja a mais consciente e equilibrada, apesar de continuar uma comilona! As emoções também são sempre controladas pelo coração e pelo que de melhor posso encontrar nele, protego-me e afasto-me do que me faz ficar triste e abraço o que me faz sorrir e viver de forma simples e despreocupada. Todos os dias procuro a minha essência, a que vibra e me traz coisas boas. Como este livro:

"Método para um parto suave" da Gowri Motha, já que nem sempre é fácil estabelecer diálogos bons sobre este assunto, o melhor é abrir o livro e "escutar" bem sossegada o que esta senhora tem para me dizer. Veio só na altura certa, como tudo o que me vai acontecendo.

1 comentário:

  1. AMEI!!!!!!!!!!!!!!!!! A DO RO este blogue!!!
    i'm your fan number 1!

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