"Existe em todas as pessoas um lugar (...) que nunca sente dor, que não pode envelhecer ou morrer. Quando se vai para este lugar, as limitações que todos nós aceitamos deixam de existir. Elas nem sequer se oferecem com uma possibilidade." Deepak Chopra



Não aceito limitações.

"para bom entendedor meia palavra basta" ... ;)

E assim me retiro.
Para um lugar só meu, para depois voltar a partilhar boas vibrações com todos!

Vou ao encontro de lugares de paz, silêncio e diálogo interior, porque sei que só assim podemos evoluir e ficar bem com o mundo e com os outros, mesmo com aqueles que não nos entendem e não percebem a nossa linguagem, quer seja ela verbal ou corporal.

As boas notícias levam o seu tempo a chegar porque elas respeitam a lei da natureza.

Eu e a mãe natureza temos agora muito que conversar.

Assim, espero que os meus amigos e os que me leêm aguardem serenos pelas boas notícias que lhes reservo, porque a vida é assim, boa demais para não partilhar.

Mais dia menos dia estamos ai, para contar como foi.

Bons caminhos!
"Na Índia e em Marrocos a aplicação de henna durante a gravidez é uma prática ancestral baseada na crença de que esta pintura abençoa e protege a mãe e a criança de maus espíritos. Também é usada por ser uma experiência suave e relaxante."

 Hoje o papá e a avó encheram-nos a barriga de mimo. Soube-nos tão bem!





hoje as nuvens não me chamam lá para fora, fico aqui...




"Sempre achei estranho o facto de, como mulheres grávidas, passarmos mais tempo a preparar o quarto do bebé do que o nosso corpo. Suspiramos diante de expositores de papel de parede, percorremos listas à procura de um nome e salivamos ao escolher berços, sem pensarmos uma única vez em nos prepararmos a nós próprias para o parto. Talvez a inevitabilidade desse facto nos dê vontade de enterrar a cabeça na areia, esperando ansiosamente as primeiras contrações do arranque, ou talvez a simples ideia já seja demasiado assustadora de encarar. Afinal, o parto é-nos entregue como um ritual de passagem traumático, doloroso e indigno pelo qual todas as mulheres - mais tarde ou mais cedo - têm de passar. Quem vai querer pensar nisso? (... ) O parto é na verdade aquilo que o nosso corpo faz melhor."

Percebi, logo nos primeiros meses de gravidez, que o enxoval do bebé não era para mim uma prioridade. É bom comprar todas aquelas coisas e fazer listas do que ainda está em falta, mas este assunto foi sempre deixado para trás, tanto é que ainda não comprámos tudo! Mas não é preocupante, todos os dias e de forma sustentável vamos adquirindo o que está em falta. Penso que assim as compras podem ter um pouco mais de amor e dedicação.

Tal como no início, o que mais me preocupou foi o meu estado emocional, físico e espiritual. Como seria o caminho de alguém que toda a sua vida viveu com a ideia vincada de ser mãe? E agora?

O momento de ficar grávida foi o ideal, não poderia ser mais tarde nem mais cedo. O planeamento da gravidez não podia ser o mais desejado: nenhum!

As circunstâncias que me rodeavam eram todas elas as ideais: um ser lindo do meu lado e uma vontande enorme de seguir em frente, fosse qual fosse o caminho. A construção de algo em conjunto era mais que evidente: uma viagem a dois ou um novo trabalho, uma mudança de vida para ambos! A viagem deu-se mesmo aqui, dentro de mim própria. E assim a gravidez teve início, quando eu menos esperava mas quando mais desejava, e este desejo vinha de dentro, bem de dentro do meu ser mais primitivo, da minha essência.

O yoga é quase sempre praticado em casa e de forma espontânea, a alimentação tento sempre que seja a mais consciente e equilibrada, apesar de continuar uma comilona! As emoções também são sempre controladas pelo coração e pelo que de melhor posso encontrar nele, protego-me e afasto-me do que me faz ficar triste e abraço o que me faz sorrir e viver de forma simples e despreocupada. Todos os dias procuro a minha essência, a que vibra e me traz coisas boas. Como este livro:

"Método para um parto suave" da Gowri Motha, já que nem sempre é fácil estabelecer diálogos bons sobre este assunto, o melhor é abrir o livro e "escutar" bem sossegada o que esta senhora tem para me dizer. Veio só na altura certa, como tudo o que me vai acontecendo.