Nos passados meses muita coisa se passou, regresso agora a casa tentando voltar às rotinas antigas e adquirindo novas. Renascendo com a energia do sol que aquece aos poucos. Esta lua cheia mostrou-me tanto de mim e dos outros. Foi intensa, espero que sirva para o desapego, para o reconhecimento, para o amor crescer dentro e fora de nós como flores que se vão abrindo com beleza e verdade, sempre. Espero contar-vos mais sobre este início de ano em breve.

Com amor,
Belinda

Este fim de semana foi em grande! Percebi que estar juntos dos meus filhos me ajuda a ganhar raízes fortes e a desacelerar o coração com tanto estímulo que recebo nos dias que correm... se sou doente por ver, sentir, cheirar e receber esses estímulos, até posso ser, mas a certeza de que a vida na terra é um lugar para se viver de forma sagrada como me ensinou um dia um professor de tantra e sua amada, disso não tenho dúvidas.

Ah! e claro, tenho aqui uma "tribo" pequenina que me apoia muito nesse aterrar. A minha pequena grande mãe que vale por todas as amigas que estão perto e longe.

A Melinda já fez 7 anos! Celebrámos como ela pediu, vestida de Ivy dos Descencentes 2, cabelo pintado de azul, bolo de chocolate (que ela nem gosta mas que acha que os amigos vão adorar) e muuuuuuuita música tola para dançarem. Eu adorei ver tanta criança junta a virar-me a casa do avesso, mas também sei que, eles são os melhores sticks de incenso vivo que existe, limpam toda a energia estagnada, não precisamos de incensos, eles próprios energizam o espaço. 

Boa semana a todos!
Bom trabalho!
Nesta Lua Crescente do Orvalho vamos fazer uma prática meditativa e um encontro com o Corpo-Natureza.
O que vêm os meus olhos, onde caminham os meus pés, o que alcança o meu ouvir/sentir?
Tragam:
* tapete de yoga ou algo semelhante para a prática.
* agasalho, roupa e calçado confortáveis para caminhada.
* algo leve para comer e partilhar no fim.
* objeto de poder pessoal.
* oferendas para a terra-mãe (sementes, água, frutos,...)
Contribuição livre e de coração 
24 de Fevereiro 2018, 17h Grândola
Mais informações:
belindasobral@gmail.com
966439481
msg fb


Amo o Carnaval mas não gosto de "desfiles" A minha filha pediu (muito!) para ir com ela ao desfile de Carnaval e eu, sem ser necessário muito esforço, fui... ainda passei pela loja dos chineses para comprar um vestido e uns sapatos como os dela, mas não me imaginei a desfilar de saltos altos, é coisa que faço mesmo mal. Desisti, segui caminho até casa para nos vestirmos e na viagem lembrei-me que tinha um chapéu de sevilhana guardado no sótão! Lá fomos nós ao desfile, eu ia mesmo para me divertir com ela, dançar e rir. Aproveitei para abanar a preguiça do inverno que tenho no corpo, as dores e as mágoas... para mim ainda é difícil sair para multidões, encontros inesperados de uma vila que às vezes é demasiado pequena e onde nos conhecemos tão bem uns aos outros. Dancei, ri e emocionei-me como faz uma pessoa que tem o coração puro e vê beleza em quase tudo. Assim sou eu, mesmo que às vezes me perca. À noite, ela voltou a insistir para irmos ao baile de Carnaval, e eu com os olhos pequenos de tanto sono, cedi. Aproveitei para dançar mas a música não combinava com o ritmo do meu corpo. Vi-a dançar e nela revi-me nos meus tempos de criança em que dançava sem parar nos bailes da aldeia... o Carnaval é tempo para sairmos da rotina, vestir personagens dos nossos sonhos, e eu que danço tantas vezes sem sequer precisar de sonhar... grata à vida que é tão generosa ao dar-me sinais, a ensinar-me a viver.

Da aldeia, com amor
Belinda

Queridas Mulheres,

Neste momento em que a terra começa aos poucos a despertar e os dias a crescer devagarinho, precisamos ainda que a luz, dentro e fora de nós, se mantenha acesa até os dias frios terminarem, por isso nesta celebração acendemos velas e manifestamos intenções para o novo ano.
A lua estará a aproximar-se da sua luminosidade total (lua cheia) e é bom momento para expressar com amor e beleza o que desejamos.
Tragam velas (pequenas), sementes que queiram deitar à terra (sejam elas de que forma forem) e cristais que queiram colocar uma intenção. Tragam o vosso objecto de poder pessoal para o nosso altar.
Tragam também qualquer coisa para partilhar no jantar.

Dia 27 de Janeiro a partir das 18:00 na Silha do Pascoal, Grândola

Para mais informações, contata-me:
email: belindasobral@gmail.com
tlm.:966439481
Sejam bem vindas Peregrinas!
Com muito amor!
Belinda



A vida por aqui mudou tanto. Nestes últimos anos vivi momentos tão difíceis quanto empoderadores, e fui convidada a questionar toda a minha verdade interna e externa: não serei suficientemente boa, não fui boa mulher, boa mãe, boa filha, boa irmã, boa amiga, não cuidei, onde me deixei para trás, onde fiquei esquecida, quem me esqueceu realmente, o que me revelam estas sombras?

Dizem que quando nasce um filho, nasce uma mãe, renasce uma mulher. O nascimento do meu segundo filho fez com que eu renascesse, não só enquanto mãe, mas também enquanto filha e assim revivesse toda a minha história de vida. 

Neste últimos anos estive "doente" e nesse processo vi toda a minha vida desmoronar-se. A maior parte das noites tinham sido passadas em branco e tinham trazido muitas visões desadequadas mas também algumas reveladoras. O isolamento, a falta de nutrição (em muitos sentidos) e o cansaço tinham ajudado nesta descida ao inferno onde vasculhei dentro de mim todos os sentimentos mais escuros, mais medonhos. Olhei-os e confrontei-os. Carreguei nos braços a dor. Com coragem, amor e, especialmente com a ajuda dos pequenos seres de quem sou mãe, consegui fazer de um ano ao contrário um ano cheio de despertares que agora se revelam e se encaixam aos poucos nesta teia que parecia não fazer sentido.

Neste último ano perdi o que achava ter como mais certo na minha vida e ainda com os meus 33 anos fiquei completamente nua e despida numa estrada escura, fria, lamacenta, cheia de buracos, espinhos e nos braços carregando um peso enorme num caminho que parecia não ter fim. A verdade é que a mulher selvagem que habita aqui dentro do meu peito e que gosta de andar nua e descalça fez dessa travessia no escuro uma peregrinação até aos mistérios da vida, da minha própria história de vida. 

O rebuliço e a agitação do Verão fizeram-me esquecer que cá dentro estava algo que doía, que estava ferido. Nessa euforia subi sozinha à montanha, literalmente. Quando lá cheguei dancei, cantei e celebrei o meu ser nesse lugar onde me pude reconectar, longe de todos os que até ali tinham sido um apoio e, perto de outros que, mesmo sendo desconhecidos e distantes, quis chamar de minha tribo, pelo menos durante aqueles dias sentia que muitas daquelas pessoas estavam alinhadas com os meus sonhos e desejos mais profundos, com algo maior e cósmico que estava ali a acontecer. Quando voltei vi que tinha um mundo imenso à minha frente e que as oportunidades eram tantas que nem sabia por onde começar. 

Retomei a casa com a pele aquecida pelo sol, com as mágoas que a água do mar tentou lavar numa ou outra tarde de Verão. Renasci de uma Primavera onde hibernei em vez de florir. Devagarinho, o Outono obrigou-me a ganhar consciência da densidade dos dias, mais pequenos, mais escuros, mais frios, altura em que mudei as coisas de sítio, pintei paredes de lavado, deitei fora o que já não tinha mais lugar no local onde estamos. E nesse recolhimento fui observando que havia na escuridão uma imensidão de pequenas luzes a mostrarem-me que nada tinha sido deixado ao acaso e que a vida era tão mais sábia em mostrar-me que o que eu tinha de fazer era apenas confiar. 

As verdadeiras amizades chegaram, nem sempre no momento que parecia ser o certo, muitas estavam longe, algumas não vieram e eu também não fui. Outras procurei, acenei mas senti que tomavam o seu rumo, confusas e baralhadas com tudo o que estava acontecer, dessas protegi-me. Outras senti que estavam há tanto tempo à espera de um abraço meu que tardou em chegar. Outras não saíram do lugar onde as guardo e outras ainda que vou encontrando por estes dias de Inverno em que o sol volta aos poucos a ganhar força.

Com esta descida ao meu submundo, regressei, com arranhões, com mazelas, com cabelos brancos, mas mais sábia, mais empática para com o mundo à minha volta, mais corajosa, deixando para trás um diagnóstico que me fizeram crer existir, procurando e talhando caminhos alternativos e que levam mais tempo a obter resultados. Aprendi que, por vezes também temos de recorrer a químicos e que, neste mundo de corre corre, onde não há sequer tempo para a doença se revelar como o principio da cura, onde o importante é sermos saudáveis, luminosos, produtivos, esta é uma medicina tão importante como todas as outras nas quais eu verdadeiramente acredito, como a homeopatia, a acupuntura, a medicina antroposófica e tantas outras que me ajudam nesta minha descoberta, contudo os químicos não deixam muito espaço para a catarse tantas vezes útil e necessária nas nossas vidas. Também procurei rezos, orações, mantras e tudo o que mais houvesse para me voltar a encontrar, lembrando que não quero mais mascarar feridas e que é nesta vulnerabilidade que me redescubro, é nesta entrega profunda e nesta mostra de mim que me aproximo mais de mim e dos outros. 

E é assim que aos poucos volto a reconstruir, não o castelo em que vivia, mas um nova realidade onde semeio intenções com o coração mais puro e lavado. Para que o meu bem, seja o bem de todos, sendo esse o meu mais profundo desejo para 2018. 

Da aldeia, com amor
Belinda


Queridas Mulheres,

Após algum tempo de paragem, eu e muitas das mulheres que me acompanham, sentimos há já algum tempo, a necessidade de voltar aos nossos círculos. Então parece que chegou a hora, agora que o movimento do Verão começa a abrandar e começamos lentamente a voltar às nossas casas, a nós mesmas, convido-vos a reunirmos em círculo para celebrar a chegada do Outono, para celebrar o regresso aos nossos círculos. Este circulo irá acontecer durante a lua das colheitas, quarto crescente.

Assim, este primeiro encontro será em minha casa e consoante o tempo, decidiremos na altura se vamos para o campo. Como vai ser na Silha do Pascoal, podemos ir a pé dar um passeio e voltar para jantar no conforto da minha casa.

Passaremos juntas o final da tarde e início da noite. Convido-vos a jantarmos juntas e para tal, cada uma irá trazer um ingrediente para confecionarmos uma sopa de Outono maravilhosa. Para a sopa iremos tentar trazer ingredientes da época e, de preferência de origem biológica ou local. Cada uma irá dizer o ingrediente que quer trazer.

Peço-vos que tragam roupas ou adornos com as cores da estação: vermelho, castanho, laranja, amarelo.

Fiquem à vontade para trazer amigas, mães, irmãs, avós. São todas benvindas!

Dia 30 de Setembro a partir das 17:00 na Silha do Pascoal.

Para mais informações, contata-me:
email: belindasobral@gmail.com
tlm.:966439481



Bem-hajam!
Belinda