Desta vez a M. teve uma festa de anos diferente do que estávamos habituados... Um bolo decorado e delicioso feito pelas mão da Pão com Chocolate, uma taça de pipocas, batatas fritas, chouriço assado na fogueira, cerveja e vinho para os adultos e um arroz doce feito pela avó, a fruta não faltou, a única coisa que ainda guardei resistência foram as gomas, mas parece que ninguém sentiu falta delas... Pediu-me uma festa do filme Frozen, e eu pensei logo: NÃO, por favor! Mas a seguir mandei calar a aversão na minha cabeça e disse: Sim, filha, claro, a mãe faz! Eu não sou muito dada a brilhantes, a filmes da Disney e a coisas de princesas, mas isso sou eu... A minha filha tem os gostos dela e só tenho que respeitá-los... A avó fez-lhe um vestido, eu e o pai montámos um cenário simples com os bonecos do filme, o avô cortou lenha para a fogueira, o tio tratou do vinho e transportou as crianças para a festa. Ainda consegui fazer um bolo sem glúten para uns amigos e fiz ainda um pudim de requeijão e frutos secos do livro da Miss Vite . Recusei levar brinquedos para a festa, eles teriam de brincar uns com os outros, fazer rodas e cantar canções, não lhes faltaria ar livre para dar asas à sua imaginação, correr e pular. Eu, claro, fiquei de rastos, mas se não fizer isto agora, faço quando?!... Eles crescem depressa demais e quando olhamos já foram à vida deles e já não estão mais ali debaixo das nossas saias.


Noutro dia dei por mim a amamentar em público, mas um pouco às escondidas... passados alguns instantes apercebi-me do que estava a fazer e saí dali, sentei-me num local vísivel, sem medos e onde quem passasse podia perfeitamente ver o que eu estava a fazer... não queria chocar, nem ofender ninguém, muito menos chamar a atenção, queria só ser eu, fazer aquilo que eu sei e acredito, sentar-me a amamentar tranquilamente o meu bebé...

amamentar em público não é um acto de ofensa ou de loucura, é um acto natural de beleza, de amor... e por isso têm de existir mais loucas como eu a fazê-lo para que se torne comum, banal, simples e natural... por vezes penso na forma como muitas mães se sentem desconfortáveis e o que isso pode trazer de menos bom para a amamentação... podendo até comprometê-la nos primeiros tempos.

Se um dia me virem a amamentar em público, não fiquem admirados, nem me façam uma festa... eu só estou a amamentar o meu filho e quero fazê-lo em paz e em liberdade, onde quer que eu esteja e onde quer que seja necessário eu fazê-lo.... e vou fazê-lo para que mais mães o possam fazer, para que a minha filha o possa fazer sem vergonha e sem tabu... para que as mulheres possam ser livres de amamentar ou não em público... sem julgamentos.

E eu que até tenho um peito grande, posso dar nas vistas, mas na verdade o que preocupa mesmo é se estou a nutrir o meu bebé num momento de profundo amor e partilha...

Agradeço a todas as mulheres que o fizeram na minha frente, principalmente quando eu era menina... o que contribuíu muito para eu hoje cuidar dos meus filhos.
Feliz ano velho que tanto me ensinou.

Comecei o ano de 2015 com a certeza que ia ser mãe pela segunda vez. Passei uma gravidez a fazer mais do que devia, dei aulas de yoga a grávidas, cuidei da Mel e dos amiguinhos, levei-a à praia todas as vezes que me pediu e tirámo-la de uma escola que não gostávamos para ficar com ela a tempo inteiro. Recebi o Sebastião nos meus braços da forma que mais desejei, sem romantismos é verdade, porque é sempre rápido demais, mas mais lindo e transformador não podia ser. Abracei mais pessoas, fiz novas amizades, também me desiludi com algumas que na verdade não são mais do que reflexos das minhas sombras e por isso as quero voltar a abraçar um dia destes. Dei muitos mergulhos, fiz naturismo com a minha família, passeei por Sintra, Mértola, Évora, Serra da Estrela, Gerês e Costa Vicentina. Renovei o blog pensando que ia ter mais tempo para ele. Enganei-me, agora só tenho tempo para os míudos e para mim pouco sobra. Levei a Mel a uma nova escola. Gostámos e vamos ficar até que finalmente possamos abrir as portas do Jardim Alfazema. Cheguei atrasada ao casamento do melhor amigo dos tempos de estudante. Fui a círculos de mulheres onde me senti acarinhada e nutri a minha essência. Fiz um dos melhores cursos da minha vida, tornei-me doula de mim mesma. Fizeram-me tia da Leonor que é mais um encanto da família. Li mais livros do que pensei e menos dos tantos que desejo ler. Vi concertos de Jazz e de Músicas do Mundo, prometi não mais voltar aos concertos do meo arena. Inscrevi-me num curso de 3 anos que vou começar muito em breve. Adoeci em vésperas de Natal, fiquei boa, passei o Natal em Évora com a família, a Mel adoeceu depois. Ficou boa. Passámos de ano com os amigos no Maria Mar Surf and Guest House . O meu iphone não aguentou as festas e parece ter morrido. O Sebastião é um verdadeiro comilão, também já é apaixonado pela sua mãe mas ainda não sabe.

Sobre 2016, conversamos em 2017...
Feliz ano novo.



1. A praia com a Mel 2. A chegada do Sebastião 3. O primeiro passeio 4. As sestas 5. Os despertares 6. As fotos no monte 7. Aos 32 anos grávida 8. O meu jardim 9. A praia do Carvalhal





Em Dezembro podemos desejar muitas coisas. Podemos receber presentes e pedir que o novo ano seja muito melhor, mas na verdade sempre que penso no Natal penso numa mesa cheia de pessoas a rir e a comer que nem abades, felizes da vida e pela vida. Neste Natal gostava de ver todos os meus amigos, de os abraçar. Era isso que eu gostava. E gostava que o novo ano fosse tão bom como este, gostava de fazer mais amigos, de tocar outros corações, de dar mais as mãos e de celebrar a vida. Gostava que me olhassem nos olhos e que me abraçassem com o coração...

Por aqui a magia já começou. Preparámos o presépio, as velas e o calendário do Advento. A Melinda pediu uma casinha de bonecas para o dia de Natal. Entretanto, fomos à floresta (como ela diz) buscar elementos naturais para o nosso presépio. Este ano celebramos o Natal desta forma e todos os dias acendemos uma vela e contamos uma história de Natal, ou cantamos uma música. Tento falar mais do menino Jesus do que do Pai Natal, pois não sei muito bem como dar a volta a esta questão, não quero esconder a verdade e acho que a magia do Natal pode acontecer de outras formas, sem falar muito nos presentes e em como eles chegam até nós. Mas é algo que ainda vou pensar melhor. Para já é isto que nos aquece o coração. Fazer o presépio, acender as velas, estar em família e comer panquecas. Os dias de Dezembro pedem calor, pedem abraços e pedem um retorno à simplicidade, à vida, à família.







Nesta postura trabalhamos a concentração e o foco. É uma das minhas preferidas. 

A prática de yoga na gravidez permite à mulher reencontrar-se com o seu poder e reconectar-se com o seu interior.

A gravidez é um ritual que revela a sabedoria na mulher, é importante para isso, estarmos em sintonia com o nosso corpo, saber escutá-lo. O yoga faz renascer essa sabedoria na mulher e proporciona um estado de relaxamento profundo e uma maior consciência do seu corpo e do seu bebé.

Através de exercícios de baixo impacto, estas aulas permitem um aumento da força muscular e da flexibilidade permitindo um profundo bem-estar à grávida e ao bebé, quer durante a gravidez quer durante o trabalho de parto.

O yoga para grávidas só deve ser praticado a partir das 16 semanas de gravidez.

Primeira aula experimental grátis
Todas os sábados às 11h30, na Escola Somos Yoga em Grândola. 
Valor mensal: 25€ (1x semana)
Duração: 60 minutos


Gosto de usar o meu bebé no sling...
Assim podemos sentir o cheiro um do outro, o calor... estimulando a regulação das hormonas que ajudam na amamentação e no descanso de ambos. É importante para o bebé ter contato corporal com a sua mãe ou figura cuidadora... Quanto mais interação com o bebé durante o dia mais tranquilas as noites... Aqui, coloquei um gorrinho de algodão na cabeça do Sebastião por causa do sol, mas sempre que posso tiro para sentir ainda mais o seu cheiro e estimular ainda mais o vínculo mãe-bebé,
Não deveríamos usar excessivamente as cadeiras e espreguiçadeiras pois limitam os movimentos do bebé e a exploração ativa da visão (2h no máximo no ovinho). Aqui, o Sebastião está a dormir e ainda só tem 2 meses, mas com o passar do tempo, vou virando-o para frente para interagir com o mundo à sua volta... Ah e também ajuda ter as mãos livres para fazer alguma coisa em casa...
Há por aí mais algumas dicas para o uso do sling?